Presidente de universidade descarta terrorismo por trás de tiroteios

Agência EFE

WASHINGTON - O presidente da Universidade Politécnica da Virgínia, Charles Steger, afirmou que os tiroteios que mataram 33 pessoas nesta segunda-feira em prédios do centro de ensino foram de caráter 'interno', descartando indiretamente uma conotação terrorista.

- Acredita-se que foram incidentes de caráter interno apesar de as investigações ainda estarem em curso - disse Steger numa declaração aos jornalistas em Blacksburg, onde fica o centro de estudos superiores.

Steger também confirmou que o atirador se suicidou e que 'nunca houve uma troca de tiros entre ele e a Polícia'.

O presidente da universidade, que deu informações sobre as medidas tomadas desde que os incidentes começaram esta manhã, não respondeu sobre a relação entre ambos os tiroteios e se houve um segundo atirador, limitando-se a dizer que as investigações continuam para determinar o que ocorreu.

Até agora as autoridades não divulgaram o nome do atirador morto, mas o chefe da Polícia da Universidade Politécnica, Wendell Flinchum disse que 'já existe uma identificação preliminar'.

Também não foi divulgada uma lista das vítimas nem esclarecido quantos eram alunos ou professores da universidade.

Steger e Flinchum falaram com os jornalistas pouco depois de o governador da Virgínia, Tim Kaine, ter decretado estado de emergência e ordenado que, em sinal de luto, as bandeiras em prédios públicos fossem hasteadas a meio pau.

A decisão de Kaine, que suspendeu uma visita ao Japão e voltou aos EUA, foi emitida por seu escritório em Richmond, a capital da Virgínia.