Jordânia e Síria pedem ajuda para refugiados iraquianos

Agência JB

JORDNIA - A Jordânia e a Síria pediram ajuda à comunidade internacional nesta terça-feira para dividir o peso de 2 milhões de refugiados iraquianos que sugam os recursos e economias destes dois países.

Autoridades jordanianas e sírias falaram durante um encontro realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar resolver o problema de quase 4 milhões de iraquianos refugiados que buscam abrigo dentro ou fora de seu país.

- Nós, na República Árabe da Síria, estamos enfrentando uma enorme massa de refugiados. isso coloca grande pressão na economia e infra-estrutura de nosso país -, disse o vice-ministro sírio do Exterior, Fayssal Mekdad, no encontro.

A Síria abriga estimados 1,2 milhão de iraquianos um número igual a 12 por cento de sua própria população e precisa de 256 milhões para continuar o fornecimento de auxílio nos próximos dois anos, disse Mekdad em um discurso.

Mukhaimer Abu Jamous, secretário-geral do Ministério do Interior jordaniano, disse que 750 mil iraquianos estavam custando a seu governo 1 bilhão de dólares por ano, levando ao limite os recursos de um país com 5,6 milhões de habitantes.

-Esperamos que esta importante conferência resulte em um claro e firme comprometimento da comunidade internacional para tomar parte na ajuda deste grande fardo -, disse ele.

O comissário da ONU para refugiados, Antonio Guterres, que está presidindo as conversas, disse que os países na região prometeram manter abertas suas fronteiras.

- Hoje está claro que os países de asilo prometeram continuar dando proteção a iraquianos e que eles consideram que forçar iraquianos de volta para seu país contra vontade deles não é aceitável -, disse ele em uma coletiva de imprensa.

A sub-secretária de Estado dos EUA, Paula Dobriansky, entre mais de 450 autoridade de 60 países que foram ao encontro, disse que há um "imperativo moral" em ajudar iraquianos até que possam retornar para suas casas.

A Jordânia e o Egito têm imposto novas restrições e "praticamente fecharam suas portas para refugiados iraquianos", enquanto a Arábia Saudita está construindo uma barreira fronteiriça de 7 bilhões de dólares e o Kuweit simplesmente se recusou receber pedidos de asilo, disse um grupo de direitos humanos baseado nos EUA.