Israelenses e palestinos estudam medidas de aproximação, diz EUA

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JERUSALÉM - Líderes israelenses e palestinos estão preparando medidas para reforçar a confiança mútua, sob o patrocínio dos Estados Unidos, com o objetivo de orientar as negociações regulares que os dois lados concordaram em manter a cada duas semanas, disseram diplomatas norte-americanos na terça-feira.

A meta é consolidar a confiança com avanços progressivos nas questões do cotidiano, afirmaram os diplomatas. Entre os pontos principais estão a remoção de postos de controle israelenses na Cisjordânia, a ampliação das operações nas passagens de fronteira em Gaza e o treinamento de forças de segurança palestinas.

O premiê israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, deram início no domingo à série de encontros quinzenais que prometeram à secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.

Os EUA estão tentando definir um 'horizonte político' para os dois lados na negociação, tentando ao mesmo tempo obter o apoio árabe para suas políticas.

Israel disse que estava disposto a discutir as estruturas jurídica, econômica e governamental de um futuro Estado palestino, mas não questões polêmicas como suas fronteiras, a situação de Jerusalém e o problema dos refugiados.

Nem Olmert nem Abbas parecem estar em posição de fazer um movimento concreto em direção a um acordo de paz definitivo. A popularidade de Olmert não passa de um dígito, e a facção Fatah, de Abbas, divide o poder com o Hamas, que não reconhece Israel.

- Os dois lados precisam de ajuda para entender e definir as medidas juntos. Cada lado estabelece suas medidas. Esperamos ajudar nisso. Não somos nós que estamos ditando os detalhes, disse uma autoridade norte-americana.