Sudão aceita ajuda da ONU para reforçar força de paz em Darfur

Agência EFE

NAÇÕES UNIDAS - O Governo do Sudão aceitou nesta segunda-feira o envio de helicópteros de combate e de mais três mil capacetes azuis para a força de paz africana na conflituosa região de Darfur, o que abre caminho para o posicionamento de uma operação de paz conjunta entre a ONU e a União Africana (UA).

- Recebemos um comunicado oficial em que o Governo sudanês diz concordar com o pacote de apoio à UA em sua totalidade, incluindo um componente de helicópteros - disse o secretário-geral Ban Ki-moon à imprensa, depois de se reunir com o presidente do bloco africano, Alpha Omar Konaré.

O Governo do Sudão enviou uma carta a Ban na qual aprova o pacote de reforço da missão pacificadora da União Africana, conhecida como Amis.

A ajuda é a penúltima etapa para o posicionamento de uma força de paz composta por efetivos da ONU e da UA para garantir a segurança na conflituosa região sudanesa.

Até hoje, Cartum era contra a presença de capacetes azuis da ONU, por considerar que a força de paz africana podia sozinha se encarregar da segurança na conflituosa região.

- É um sinal positivo, por isso a ONU e a UA tentam se movimentar rapidamente para preparar o envio deste pacote de ajuda e a criação de uma força híbrida - ressaltou Ban.

O secretário-geral da ONU se reuniu hoje com Konaré na sede da organização em Nova York, para discutir formas de fazer avançar a operação de paz mista.

- A ONU e a UA tentam intensificar o processo político para facilitar acordos de paz, assim como proteger a população civil. O povo de Darfur sofre muito, há muito tempo - declarou Ban.

Horas depois, o Conselho de Segurança (CS) da ONU acolheu positivamente a atitude do Sudão.

Numa declaração à imprensa após a reunião que seus 15 membros mantiveram com Konaré; o enviado especial da ONU em Darfur, Jan Eliasson; e o colega deste da UA, Salim Ahmed Salim, o CS pediu ao Governo sudanês que 'facilite o envio imediato do pacote de ajuda'.

Os membros do Conselho deixaram claro 'que não pode haver uma solução militar para a crise de Darfur', e instaram às partes que cheguem a um cessar-fogo, reativem o processo político e melhorem a situação humanitária.