Grupo quer criar 'segundo Iraque' na Argélia, alerta militante

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ARGÉLIA - Um fundador do grupo que reivindicou os violentos atentados da semana passada em Argel conclamou os militantes a aceitarem a anistia do governo e deporem suas armas. Ele pediu ainda que os militantes parem de tentar transformar a Argélia em 'um segundo Iraque.'

Hassan Hattab fez essas declarações em carta ao presidente Abdelaziz Bouteflika, reproduzida na segunda-feira pelo jornal Echorouk. Na quarta-feira, três bombas mataram 33 pessoas na capital do país norte-africano.

Ele descreveu o grupo responsável pelos ataques, que em janeiro mudou seu nome de Grupo Salafista de Pregação e Combate para Organização da Al Qaeda no Maghreb Islâmico, como 'um pequeno grupo que pretende transformar a Argélia em um segundo Iraque'.

- Peço aos militantes que abandonem esta luta. Pedimos ao presidente que reabra o arquivo da reconciliação nacional e amplie seu prazo. Posso espancar os que buscam devolver a Argélia ao seu doloroso passado - afirmou ele, sem detalhar.

Hattab continua sendo uma figura influente entre os militantes islâmicos, embora o grupo que ele ajudou a fundar agora seja liderado por outra pessoa, Abdelmalek Droudkel, também conhecido como Abu Musab Abdul Wadud.