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Declarada culpada maioria dos acusados da morte de Cecilia Cubas

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EFE

ASSUNÇÃO - Doze dos 15 acusados do seqüestro e assassinato de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente do Paraguai Raúl Cubas, foram declarados culpados nesta terça-feira, e três foram absolvidos, veredicto que a mãe da vítima considerou indulgente.

O tribunal, presidido por Elsa García e integrado também por Víctor Medina e Luz María Martínez, declarou o envolvimento da organização guerrilheira Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) 'comprovado', tanto na manutenção da vítima em cativeiro como nas negociações para receber o resgate.

Na leitura da primeira parte da sentença, que não incluiu a imposição das penas, García afirmou que o tribunal considerava "provada a existência dos fatos puníveis de privação de liberdade, seqüestro, extorsão, extorsão agravada, homicídio doloso e formação de quadrilha'.

- Esperaremos que a Promotoria faça as reivindicações cabíveis. Eu não posso considerar isso mais que uma decisão do tribunal. Eles (os juízes) não vão me perguntar se gostei ou não - expressou o ex-chefe de Estado.

Cecilia Cubas, a mais velha das duas filhas que o ex-governante teve em seu casamento com Mirta Gusinky, tinha 31 anos quando foi seqüestrada, em 21 de setembro de 2001, perto de sua casa em San Lorenzo, um município próximo a Assunción.

O cadáver foi encontrado cinco meses depois, numa fossa cavada numa casa nos arredores da capital.

- Estou decepcionada, o tribunal foi condescendente com pessoas absolutamente perigosas para nossa sociedade e estamos expostos a outros seqüestros devido à indulgência dos juízes - expressou, por sua vez, Gusinky.

A mãe da vítima se referia à absolvição de Asael Salas, José Domingo Martínez Durán e José Martínez, este último irmão do considerado líder do grupo e ex-secretário-geral do minoritário partido de esquerda Pátria Livre (PPL), Osmar Martínez.

Todos os acusados são simpatizantes do PPL, e Anastasio Mieres, braço direito de Martínez, foi declarado culpado de todas as acusações, assim como o ex-líder esquerdista.