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Segurança é a maior preocupação de Pequim nos Jogos Olímpicos

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EFE

PEQUIM - Garantir a segurança em Pequim, uma cidade com mais de 15 milhões de habitantes e que deve receber dois milhões de pessoas durante os Jogos Olímpicos de 2008, foi tema de debate em um seminário internacional realizado esta semana na China.

A luta antiterrorista e a cooperação internacional em matéria de segurança durante grandes eventos esportivos centrou a discussão organizada pelo Instituto Inter-regional de Crime e Justiça das Nações Unidas (Unicri), organismo especializado em proteger grandes eventos, e pelo Centro de Segurança Olímpica de Pequim.

Durante três dias, a capital chinesa ouviu os conselhos e advertências de especialistas procedentes de vários países para tecer uma estratégia que garanta a segurança do maior acontecimento esportivo do mundo.

A relativa paz interna na China e uma política externa baseada nos princípios de não ingerência, colaboração e respeito mútuo afastam, em tese, a hipótese de que Pequim possa ser alvo de ataques terroristas.

Qual seria então a principal ameaça à segurança em Pequim durante os Jogos Olímpicos? - Não é conveniente dizê-lo, afirmaram à Efe fontes do

Embora as autoridades não queiram pronunciar-se a respeito, a presença de 5 mil jornalistas fará de Pequim em 2008 um cenário ideal para os grupos de defesa de direitos humanos fazerem ouvir sua mensagem.

- Não podemos excluir a possibilidade de que essas pessoas (visitantes, delegações, jornalistas) possam se transformar em alvo do terrorismo, acrescentou Liu Shaowu, diretor do Departamento de Segurança do Comitê Organizador de Pequim 2008 (Bocog).

Frente à ameaça de atentados, o Bocog se viu obrigado a aumentar seu orçamento em maio de 2005, acréscimo justificado pelos atentados de 2001 contra as torres gêmeas em Nova York.

Assim, o orçamento para os Jogos Olímpicos ficou em US$ 2 bilhões, bem longe dos cerca de US$ 10 bilhões gastos nos Jogos de Atenas, dos quais 10% foram investidos em segurança.

Em 2004, apenas para a segurança, Atenas contou com mais de 30 mil pessoas e embora fontes do Escritório de Segurança de Pequim afirmem que 'ainda é cedo para dizer quantos agentes trabalharão' nos Jogos, o jornal 'China Daily' estima em 10 mil.

- Testemunhamos tragédias em alguns eventos esportivos em anos recentes e não queremos que isso aconteça em Pequim, disse o subsecretário-geral da ONU, David Veness.

Este ano, Pequim já recrutou 2 mil novos policiais, estudantes universitários capacitados para colaborar em trabalhos de vigilância e instalou alta tecnologia de reconhecimento facial em todos os estádios para identificar pessoas indesejáveis.

Entre as medidas especiais para os Jogos, constam franco-atiradores especialmente preparados, a compra de novos helicópteros italianos e cursos de condução de risco aos agentes