Reino Unido alerta Rússia sobre 'enormes' consequências da invasão à Ucrânia

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A secretária britânica de Relações Exteriores, Liz Truss, disse nesse domingo (12) que "as maiores economias do mundo estão unidas", em um alerta à Rússia de que uma invasão da Ucrânia teria consequências "enormes".

O aumento da presença militar russa perto da fronteira com a Ucrânia dominou as negociações entre os ministros das Relações Exteriores do G7 na cidade inglesa de Liverpool.

Os EUA e seus aliados da OTAN e do G-7 temem que o movimento de tropas e armas russas para a região de fronteira possa ser o precursor de uma invasão e prometeram infligir sanções pesadas à economia russa se isso acontecer. Moscou nega ter planos de atacar a Ucrânia e acusa Kiev de seus próprios projetos supostamente agressivos.

Truss, que discutiu a crise com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e outros diplomatas do G-7, disse que o grupo estava enviando um "sinal poderoso para nossos adversários e aliados". "Fomos claros que qualquer incursão da Rússia na Ucrânia teria consequências enormes, e haveria um custo severo", disse ela em entrevista coletiva no último dia da reunião do fim de semana.

Diplomatas de alto escalão das nações do G-7 - Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão - provavelmente farão um duro aviso a Moscou como parte das conclusões da conferência neste domingo. Não está claro quantos detalhes eles darão sobre as medidas que podem tomar. Quando se trata de sanções econômicas, o G-7 estava "considerando todas as opções", disse Truss.

Um alto funcionário dos EUA que participou das discussões do G-7 disse que os ministros estavam unidos em sua "extrema preocupação" sobre os desenvolvimentos na fronteira Rússia-Ucrânia e concordaram com a necessidade de medidas fortes que poderiam ser implementadas "muito, muito rápido" se a Rússia não acatar os avisos para recuar.

Os EUA e seus aliados minimizaram as conversas sobre uma resposta militar para defender a Ucrânia, com esforços focados em sanções duras que afetariam a economia russa, em vez de apenas indivíduos.

Nos EUA, repórteres perguntaram ao presidente Joe Biden neste sábado sobre a possibilidade de enviar tropas à Ucrânia, e ele disse que a ideia nunca foi cogitada. Biden disse que deixou claro para Putin que, no caso de uma invasão, "as consequências econômicas para sua economia serão devastadoras",

O movimento da China na região Indo-Pacífico e o acordo nuclear com o Irã também estiveram na agenda da reunião deste fim de semana.

Obter uma resposta unificada do G-7, um grupo de países com interesses díspares, costuma ser difícil.

A Alemanha planeja obter gás da Rússia em breve por meio do controverso gasoduto Nord Stream 2, que contorna a Ucrânia. A Grã-Bretanha, que não depende do gás russo, geralmente adota uma linha mais dura sobre o gasoduto - mas enfrenta questões difíceis sobre o distrito financeiro e o mercado imobiliário de Londres, ambos centros de convergência para o dinheiro russo. Autoridades financeiras e bancárias do Reino Unido há muito são criticadas por supostamente fecharem os olhos aos ganhos ilícitos, mas Truss insistiu que a Grã-Bretanha tem "regras anticorrupção e antilavagem de dinheiro muito fortes".

As nações do G-7 também estão cada vez mais preocupadas com o crescente domínio econômico e tecnológico da China, especialmente nos países em desenvolvimento. O G-7 lançou a iniciativa de "Construir um Mundo Melhor" para oferecer financiamento às nações em desenvolvimento para grandes projetos de infraestrutura como uma alternativa ao dinheiro da China que, argumenta o Ocidente, geralmente vem com restrições.
Truss disse que o G-7 está "preocupado com as políticas econômicas coercitivas da China".

"O que queremos fazer é aumentar o investimento, alcançar o comércio econômico de democracias que pensam da mesma forma e que amam a liberdade", disse ela. "É por isso que estamos aumentando nosso investimento em países de baixa e média renda."

No entanto, uma postura unificada em relação à China continua a se provar vaga, com os EUA e a Grã-Bretanha geralmente mais linha-dura do que outros membros do G-7. (com AP e Agência Estado)


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