Grupos antivacina miram Draghi e divulgam dados do premiê

Líderes convocaram atos diários em frente à casa dele

Foto: Palazzo Chigi
Credit...Foto: Palazzo Chigi

Um grupo antivacina divulgou dados do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, por meio do aplicativo Telegram neste domingo (12) e convocou os "aliados" a fazerem protestos diários em frente ao apartamento do político.

Os líderes do grupo divulgaram o endereço e a foto de Draghi com o bigode usado por Adolf Hitler e pediram que todos se reúnam no local "todas às noites às 21h".

Além disso, pediram que quem tiver dados pessoais, como telefones e endereços de outros ministros, prefeitos ou governadores italianos, compartilhasse as informações para fazer uma "lista dos criminosos fascistas ditatoriais".

Apesar de serem pequenos, os grupos antivacinas têm aumentado seus atos após o governo italiano endurecer ainda mais as regras para os não vacinados frequentarem diversos locais.

Entre 6 de dezembro e 15 de janeiro, os não imunizados ou que se curaram recentemente da Covid-19 não poderão entrar em áreas cobertas de restaurantes e bares, casas noturnas, shows e eventos esportivos. O chamado "passe verde" foi reforçado e só poderá ser emitido pelos vacinados ou curados.

Assim como outras nações europeias, a Itália enfrenta um recrudescimento da pandemia, com uma alta nos números de casos e mortes. Porém, por conta de sua alta vacinação, o ritmo de crescimento é bem menor do que em outros países do continente, como Alemanha ou Reino Unido.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde na madrugada deste domingo, a Itália tem 88,15% da sua população-alvo (pessoas com mais de 12 anos) com ao menos uma dose das fórmulas usadas no país e 85% com o ciclo completo.

O governo agora pretende iniciar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos em 16 de dezembro e ampliou o público que pode receber a dose de reforço. Ainda conforme o governo, a meta de aplicação de doses no mês de novembro foi superada, com mais de 5,1 milhões de administrações.(com Agência Ansa)

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