76 anos de Hiroshima e Nagasaki: Irã acusa EUA de 'atos desumanos' e apela ao desarmamento nuclear

As autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos, no 76º aniversário dos bombardeamentos atômicos do Japão, de "atos desumanos" e sublinharam que ainda não foram tomadas medidas práticas e sérias para desarmamento nuclear

Foto: AFP 2021 / Atta Kenare
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Há 76 anos, em 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos realizaram os bombardeios atômicos das cidades japoneses de Hiroshima e Nagasaki, sendo o primeiro e único ataque nucelar na história.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, comentou a tragédia em seu discurso nesse sábado (7), sublinhando que serve de lembrete sobre a necessidade de manter "o mundo livre de armas nucleares".

"O incidente de Hiroshima mostra o fato de que o país [EUA] não poupa esforços e atos desumanos para alcançar seus objetivos ilegítimos e irracionais", declarou Khatibzadeh citado por Press TV.

O porta-voz da diplomacia iraniana sublinhou que a paz e segurança internacionais estão em perigo devido à "sombra sinistra e ameaça constante" de armas nucleares.

Khatibzadeh acusou Washington de modernizar seu arsenal em vez de cumprir seus compromissos de desarmamento nuclear no âmbito do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) que entrou em vigor em 1970.

"As potências nucleares, inclusive os Estados Unidos, declararam seu compromisso explícito com o desarmamento nuclear permanente no âmbito de acordos internacionais, em particular o TNP", disse o porta-voz da chancelaria do Irã.

Até o momento, não foram tomadas medidas práticas e sérias para desarmamento nuclear e, em vez disso, as armas continuam sendo modernizadas, disse Khatibzadeh.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano apela a todos os países para cooperarem e tomarem medidas práticas e jurídicas para "alcançar o desarmamento nuclear completo nos termos do artigo nº 6 do TNP, longe das abordagens tendenciosas e políticas adoptadas por algumas potências nucleares". (com agência Sputnik Brasil)