UE admite falhas na luta por vacinas: 'estávamos otimistas com a produção e atrasamos na aprovação'

Em discurso para legisladores, a presidente da Comissão da União Europeia (UE), Ursula von der Leyen, disse que o bloco aprendeu lições com o processo

Foto: Reuters / Yves Herman
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Nessa terça-feira (9), em discurso para legisladores no Parlamento Europeu, a presidente da Comissão da União Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu falhas na aprovação e implementação de vacinas contra covid-19 pela UE.

Anteriormente, a presidente afirmou que 26 milhões de doses de vacinas foram entregues e que, até o final do verão, 70% dos adultos do bloco que contempla 27 nações deveriam ter sido inoculados. Porém, constatou que o atual cenário estava distante da expectativa, reconhecendo o atraso e declarando que aprendeu lições com o processo, segundo a mídia.

"É um fato que não estamos hoje onde queríamos estar na luta contra o vírus. Atrasamos a aprovação e estávamos muito otimistas com a produção em massa. Talvez também estivéssemos certos de que os pedidos seriam realmente entregues no prazo" disse a presidente citada pela mídia.

Von der Leyen também afirmou que não poderia ter poupado esforços na aprovação de substâncias biológicas injetadas no corpo das pessoas, mesmo que isso atrasasse de três a quatro semanas a campanha de vacinação.

No entanto, a presidente defendeu a supervisão da Comissão sobre os pedidos de vacinas, dizendo que seria injusto e "uma loucura econômica" para o mercado único da UE se apenas alguns grandes Estados-membros obtivessem doses garantidas.

No fim de janeiro, a UE pressionou farmacêuticas que desenvolvem vacinas contra a covid-19 a cumprirem seus contratos e ameaçou barrar exportações enquanto a demanda europeia não fosse cumprida. O endurecimento da posição veio dias após a UE acusar a AstraZeneca e a Pfizer/BioNTech de não garantirem a entrega de vacinas dentro do prazo sem uma explicação válida.