Adeptos do QAnon querem se infiltrar na posse de Biden disfarçados de Guarda Nacional, diz jornal

QAnon é uma teoria da conspiração que alega que Donald Trump está lutando contra um culto liberal global de pedófilos adoradores de Satanás, entre eles, políticos como Hillary Clinton

Foto: Sputnik / Artur Gabdrakhmanov
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Os adeptos do movimento QAnon, ligado ao presidente Donald Trump, "discutiram se disfarçarem de soldados da Guarda Nacional dos EUA" para tentarem entrar na posse do presidente eleito Joe Biden, nessa quarta-feira (20), relata nesta terça-feira (19) o jornal "The Washington Post", que cita um relatório de inteligência do Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) dos EUA.

De acordo com o jornal, o documento aponta que os membros do QAnon acreditam que "seria fácil para eles se infiltrarem em áreas seguras" durante a cerimônia de posse, acrescentando que "as preocupações com lobos solitários [também] estão aumentando". O FBI ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Revirando todas as pedras

O suposto alerta do FBI ocorre um dia depois de o secretário de Defesa em exercício, Chris Miller, afirmar que o Pentágono não recebeu nenhuma informação de inteligência sobre uma potencial ameaça interna à posse de Biden.

Miller acrescentou que o Departamento de Defesa "não está deixando pedra sobre pedra na segurança do Capitólio", e que todas as tropas da Guarda Nacional enviadas para Washington serão examinadas.

"Agradecemos o apoio do FBI em ajudar com esta tarefa e cada um dos mais de 25 mil guardas que responderam ao chamado da nação e rapidamente foram enviados", lê-se no comunicado.

O movimento QAnon
QAnon é uma teoria da conspiração que alega que o presidente dos EUA, Donald Trump, está lutando contra um culto liberal global de pedófilos adoradores de Satanás, entre eles, políticos como Hillary Clinton e o investidor George Soros, bem como estrelas de Hollywood.

Em 6 de janeiro, apoiadores de Trump, entre eles muitos adeptos do QAnon, invadiram o Congresso dos EUA para protestar contra a certificação dos votos no democrata Joe Biden no Colégio Eleitoral, que prevaleceu sobre o ainda presidente nas eleições de 3 de novembro. O episódio deixou cinco mortos e vários invasores foram detidos.(com agência Sputnik Brasil)