Itália volta ao lockdown e celebrará Ano Novo em casa

Até 6 de janeiro, todo o território estará em zona vermelha

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A Itália voltou a amanhecer em lockdown nesta quinta-feira (31) para conter o avanço da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 e os cidadãos terão uma virada de ano muito diferente do que as tradicionais festas públicas e celebrações em restaurantes e praias.

Isso porque, até o dia 6 de janeiro, só se pode sair de casa com motivo justificado: urgência, trabalho ou saúde. A exceção será o dia 4 de janeiro, única data útil desse início do ano, em que todo o país voltará para a faixa laranja - onde se pode sair de casa sem motivo, mas não são permitidas viagens intermunicipais ou interregionais e os restaurantes e bares só poderão entregar os pratos.

A decisão por colocar todo o país em zona vermelha é para evitar aglomerações nesse período festivo - a medida também foi adotada no Natal - e aumentar ainda mais a quantidade de casos e mortes da segunda onda. Os números a partir de outubro, inclusive, são mais altos do que o primeiro pico em ambos os casos. Até esta quarta-feira (30), eram mais de 2 milhões de diagnósticos positivos para a Covid-19 e de 73,6 mil vítimas.

Para garantir que as regras sejam cumpridas, o Ministério do Interior reforçou a vigilância com agentes tanto nas cidades, para evitar aglomerações clandestinas, como nas principais estradas do país, para fazer valer as regras de proibição de viagens entre cidades e entre regiões. Quem for flagrado desrespeitando a lei, pagará multas que variam entre 400 e 1000 euros (R$ 2.552 a R$ 6.380).

A nova reclassificação mais restritiva, no entanto, poderá permanecer em alguns regiões após o dia 6 de janeiro. O governo italiano adotou uma classificação em quatro faixas de risco (verde, amarelo, laranja e vermelho) que são aplicadas de acordo com a situação regional. Segundo dados do Instituto Superior de Saúde (ISS), há três regiões e províncias autônomas com o índice de transmissão (Rt) acima de 1 - Vêneto, Ligúria e Calábria.

"A curva em nosso país está decrescente, mas deu uma parada. Mas, há países próximos a nós que mostram uma curva crescendo novamente. Esse é um assunto de grande atenção, e um grande incentivo para que consigamos manter a curva na decrescente", destacou o presidente do ISS, Silvio Brusaferro, em coletiva nesta quinta-feira no Ministério da Saúde.

O dado das médias móveis dos últimos sete dias mostram esse cenário: a quantidade de contágios vinha caindo desde 18 de novembro, mas nos últimos dois dias voltou a subir e está em 13.202. Já os óbitos, há três dias, veem a média aumentar - ficou em 458 mortes por dia nesta quarta-feira. (com agência Ansa)