Covid-19: Alemanha fecha escolas e comércio não-essencial até 10 de janeiro

O ministro das Finanças anunciou que em breve será aprovado um novo pacote de apoio à economia

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O Governo da Alemanha anunciou neste domingo (13) um endurecimento das regras para travar a propagação do novo coronavírus com o fechamento de escolas e de todo o comércio não-essencial a partir de quarta-feira e até 10 de janeiro.

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou à imprensa após uma reunião com os governadores dos 16 estados federados que houve acordo para ampliar o confinamento em vigor.

“Somos obrigados a agir e vamos agir”, disse a chanceler numa conferência de imprensa em Berlim, acompanhada do ministro das Finanças, Olaf Sholz, e do governador da Baviera, Markus Söder.

As restrições em vigor, impostas em novembro, não levaram a uma redução significativa do número de novas infecções, frisou Merkel.

A chanceler apontou “as muitas mortes” e “o crescimento exponencial das infeções”, evocando os números de hoje, que contabilizam 20.200 novas infecções pelo vírus SARS-Cov-2 e 321 mortes associadas à covid-19, valores especialmente elevados tratando-se de um domingo, dia em que várias autoridades locais não transmitem os seus dados.

Entre 24 e 26 de dezembro, apenas serão permitidas reuniões entre membros de dois núcleos familiares.

Com exceção desses dias de Natal, mantém-se em vigor a regra que limita em cinco o número de pessoas em reuniões em espaços fechados, sem contar com crianças de até 14 anos.

É proibida a venda de fogos de artifício, usados tradicionalmente para celebrar o Ano Novo, e de álcool ao ar livre.

Desde o início do confinamento parcial, em novembro, muitos restaurantes e bares, obrigados a fechar, montaram bancas nas ruas para a venda de vinho quente (“Glühwein”), uma tradição natalícia alemã.

Restaurantes, bares, museus, teatros e todas as instalações desportivas, fechados desde novembro, mantém-se lacrados.

Os trabalhadores são instados ao 'home office' sempre que possível ou a tirar férias por três semanas e meia, “para permitir a aplicação a todo o país do princípio 'Ficamos em casa' ”.

O ministro das Finanças anunciou que em breve será aprovado um novo pacote de apoio à economia.

Desde o início da pandemia, a Alemanha registou 1,3 milhões de infecções e quase 22 mil mortos, segundo números oficiais. O recorde diário foi batido na sexta-feira passada, com 29.875 casos e 598 mortes.(com agência Lusa)