Suprema Corte rejeita ação do Texas contra vitória de Biden

Tribunal sequer vai analisar o mérito da questão

REUTERS/Leah Millis
Credit...REUTERS/Leah Millis

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um recurso do procurador-geral republicano do Texas, Ken Paxton, para tentar reverter o resultado das eleições presidenciais.

Apoiada pelo presidente Donald Trump, por outros 17 estados e por 106 republicanos do Congresso, a ação pedia o bloqueio dos votos de Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin no colégio eleitoral devido a mudanças no procedimento de votação.

Os quatro estados haviam sido conquistados por Trump em 2016, mas deram vitória para Joe Biden em 2020, especialmente graças ao voto postal em grandes centros urbanos, como Atlanta, Detroit, Filadélfia e Milwaukee.

Além disso, a ação pedia o adiamento da reunião do colégio eleitoral, marcada para 14 de dezembro e que certificará a vitória de Biden. Segundo Paxton, os dirigentes dos quatro estados não foram capazes de proteger as eleições contra supostas "fraudes" no voto pelo correio.

Sem os 62 votos de Geórgia (16), Michigan (16), Pensilvânia (20) e Wisconsin (10) no colégio eleitoral, o democrata não atingiria o mínimo de 270 delegados para sacramentar sua vitória.

Em sua decisão, a Suprema Corte, que tem maioria conservadora e três dos nove juízes nomeados por Trump, disse que o Texas não demonstrou um "interesse judicialmente reconhecível sobre a maneira como outros estados conduziram suas eleições".

Com isso, o tribunal sequer vai analisar o mérito da questão. Pouco depois, o líder do Partido Republicano no Texas, Allen West, evocou até a hipótese de secessão para reverter a vontade das urnas.

"Talvez estados que respeitam a lei devessem se juntar e formar uma união de estados que seguirão a Constituição", disse. Todos os estados já certificaram os resultados das eleições de 3 de novembro.

Biden obteve quase 81,3 milhões de votos (51,3%), recorde na história do país em números absolutos, enquanto Trump alcançou 74,2 milhões (46,9%), segunda maior votação já registrada por um candidato nos EUA.

Até 2020, o recorde era de Barack Obama, em 2008, com quase 69,5 milhões.(com agência Ansa)