Fernández fala em 'deixar diferenças' em 1ª reunião com Bolsonaro

Encontro ocorreu online após 11 meses de eleição na Argentina

Presidência Argentina
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Jair Bolsonaro e o argentino Alberto Fernández, presidente argentino, realizaram nessa segunda-feira (30) sua primeira reunião, 11 meses depois da eleição no país vizinho, por ocasião das comemorações do "Dia da Amizade" entre as duas nações.

A cerimônia online comemorou a criação do Mercosul a partir do encontro dos ex-presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney em Foz do Iguaçu, no Brasil, há 35 anos.

"Celebro este encontro para que dê ao Mercosul o impulso de que necessita e é imprescindível que Brasil e Argentina o façam juntos", afirmou o presidente argentino, ressaltando que espera que as duas partes possam abandonar "as diferenças do passado e enfrentar o futuro com as ferramentas que funcionam bem entre ambos".

Em relação à cooperação bilateral entre Brasil e Argentina, Fernández pediu mais avanços "no campo da segurança e das Forças Armadas" e "na questão do meio ambiente", sobre a qual Bolsonaro é fortemente contestado em todo o mundo.

"O Mercosul é o nosso principal pilar de integração", disse o líder brasileiro, apelando à criação de "mecanismos mais ágeis e menos burocráticos".

Bolsonaro ainda expressou o desejo de os países terem êxito em áreas de interesse comum, especialmente o turismo, e de fortalecer a integração na defesa e combate ao narcotráfico.

O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina. Segundo analistas, o encontro de hoje, ainda que virtual, destaca uma aproximação entre Fernández e Bolsonaro, distantes em vários temas, como a crise na Venezuela e a importância do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

Maradona -

De acordo com o jornal argentino Clarín, o encontro virtual entre os dois líderes começou com um momento de descontração, após Bolsonaro lamentar a morte do craque Diego Armando Maradona, morto no último dia 25 de novembro, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Ainda segundo a publicação, Fernández disse ao presidente brasileiro que "a única diferença" que eles têm é "no futebol". (com agência Ansa)