Biden formaliza nomeação de parte do novo governo dos EUA

'Esta equipe prova que a América está de volta e que vai retomar o trabalho com os seus aliados', afirmou o democrata, apresentando os nomes que vão conduzir a política externa e de segurança de sua administração.

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, formalizou nessa terça-feira (24) a nomeação de parte de seu novo governo, à medida que a transição de poder ganha força.

"Esta equipe prova que a América está de volta e que vai retomar o trabalho com os seus aliados", afirmou o democrata, apresentando os nomes que vão conduzir a política externa e de segurança de sua administração.

Até o momento, entre os escolhidos estão: Antony Blinken (secretário de Estado); Jake Sullivan (conselheiro sênior para a Segurança Nacional); Linda Thomas-Greenfield (embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas); Avril Haines (diretora de Inteligência); Alejandro Mayorkas (secretário do Departamento de Segurança Interna); John Kerry (enviado especial para o Clima).

"Estão todos prontos desde o primeiro dia", afirmou Biden, ressaltando que sua equipe "garantirá a segurança necessária" aos Estados Unidos.

O democrata, que tomará posse a partir do próximo dia 20 de janeiro de 2021, ressaltou que o novo secretário de Estado irá reconstruir a moral e a confiança no Departamento de Estado. Blinken prometeu buscar a cooperação internacional ao discursar pela primeira vez.

Durante a cerimônia, Biden também ressaltou a importância de nomear Kerry para cuidar do Clima e afirmou que isso mostra sua "determinação em lutar contra as mudanças climáticas".

O ex-secretário de Estado do governo de Barack Obama, por sua vez, exortou o mundo a aumentar as ambições da luta contra as alterações do Clima e reforçou que o acordo de Paris não é suficiente.

Por fim, a futura embaixadora dos EUA na ONU disse que seu país voltará ao multilateralismo tradicional, revertendo a postura de "América primeiro" do governo do republicano Donald Trump.

"Quero dizer a vocês: os Estados Unidos estão de volta. O multilateralismo está de volta. A democracia está de volta", finalizou.(com agência Ansa)