Chilenos convocam novos protestos, apesar de reforma preparada por Piñera

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, preparava nesta segunda-feira uma reforma ministerial, enquanto chilenos indignados com as desigualdades convocaram mais manifestações para esta semana, na maior crise política enfrentada pelo país desde o retorno à democracia em 1990.

O presidente cogita demitir seu criticado ministro do Interior, Andres Chadwick, e o ministro das Finanças, Felipe Larraín, de acordo com um documento obtido pela Reuters e uma reportagem do jornal chileno La Tercera.

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Manifestantes queimam boneco representando presidente chileno, Sebastian Piñera, durante protesto em Concepción (Foto: REUTERS/Jose Luis Saavedra)

Várias listas de possíveis substituições têm circulado entre círculos políticos depois que Piñera anunciou a reforma ministerial, no sábado. Os anúncios são esperados para esta segunda-feira.

O Chile, maior produtor mundial de cobre, há muito se orgulha de ser uma das economias mais prósperas e estáveis da América Latina, com baixos níveis de pobreza e desemprego. Mas a desigualdade arraigada e o crescente custo de vida têm sido problemas.

Há uma semana, pequenos protestos sobre um recente aumento nas tarifas de metrô rapidamente se transformaram em tumultos bem maiores. Dezessete pessoas morreram e houve mais de 7.000 prisões, além de um prejuízo de mais de 1,4 bilhão de dólares em negócios.

Na sexta-feira, 1 milhão de chilenos marcharam pelo centro de Santiago exigindo mudanças no modelo social e econômico do país.

Piñera, um empresário bilionário, prometeu impostos mais altos para os ricos para ajudar a aumentar o salário mínimo e as aposentadorias, diminuir os preços dos medicamentos e garantir um sistema de saúde adequado.