Caravana de manifestantes pró-Guaidó se dispersa após repressão chavista

A caravana de manifestantes que acompanhava Juan Guaidó e Leopoldo Lopez para o lado oeste, mais chavista, de Caracas foi diluída depois que as forças de segurança começaram a atirar gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Houve correria e empurrões, e quem vinha na direção contrária topava com manifestantes correndo e fazendo sinais para os que tentavam somar-se à marcha, "tem Guarda Nacional, tem coletivos, não avancem!", gritavam, em meio à fumaça deixada pelo embate.

A ideia inicial de Guaidó era aproximar-se do palácio de Miraflores (sede do governo venezuelano), mas, no início da tarde, sua assessoria negou que era esse o destino final.

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REUTERS/Manaure Quintero (Foto: Reuters)

Escoltados pelos mesmos militares que estavam com eles pela manhã, Guaidó e López se dirigiram a "um lugar seguro", segundo seus porta-vozes, enquanto na rua manifestantes ou começavam a voltar para casa ou rumavam para a praça Miraflores.

"Eu não sei onde ele está, mas ele pediu que continuássemos nas ruas, vamos fazer isso, então", disse o estudante Willy Valdez, camiseta da seleção amarrada na cintura, que com os amigos se juntavam em círculos na praça.