Atentado contra sinagoga nos EUA deixa 1 morto e 3 feridos

Ataque teria sido realizado por supremacista branco de 19 anos

Um jovem terrorista de 19 anos atirou neste sábado (27) contra fiéis nos arredores de uma sinagoga em Poway, na Califórnia, Estados Unidos, e matou pelo menos uma mulher e deixou outras três pessoas feridas, incluindo uma criança.

A polícia já prendeu o autor dos disparos, um cidadão branco de 19 anos e que mora nos arredores de San Diego, vizinha a Poway.

Ele usou um fuzil semiautomático no atentado e foi preso após uma breve troca de tiros com a polícia. "É um crime de ódio", garantiu o prefeito de Poway, Steve Vaus.

A declaração encontrou eco no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Segundo as primeiras informações, se trata de um crime de ódio", disse, à margem de um comício em Wisconsin.

Segundo Rita Katz, diretora do portal Site, que monitora a atividade de extremistas na web, o suspeito do atentado é um supremacista branco que teria escrito cartas nas quais demonstra seu ódio pelos judeus.

Além disso, de acordo com Katz, o jovem teria se inspirado no australiano Brenton Tarrant, autor dos ataques que mataram 50 pessoas em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, no mês passado.

Ele teria publicado um texto no qual convida outros supremacistas brancos a conduzirem ataques e explica que levou quatro semanas para planejar o ato terrorista contra a sinagoga. O jovem ainda faz menções a Adolf Hitler.

O ataque deste sábado é o episódio mais recente da escalada do ódio religioso no mundo, que teve seu ponto mais alto em 2019 com os atentados que mataram mais de 250 pessoas no último domingo de Páscoa no Sri Lanka.

O massacre foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), como suposta retaliação pelos ataques em Christchurch. (ANSA)