Barco sul-coreano suspeito de violar sanções da ONU bloqueado em Seul

Um barco sul-coreano suspeito de violar as sanções da ONU contra a Coreia do Norte está bloqueado há seis meses no porto de Busan, anunciou o ministério das Relações Exteriores em Seul.

O regime de Pyongyang está submetido a várias sanções por seus programas nuclear e balístico proibidos. As medidas restringem em particular as importações de petróleo e de querosene.

Mas a Coreia do Norte tenta driblar as restrições: um relatório recente da ONU afirma que o país recebe petróleo por meio de transferências de carga barco a barco em águas internacionais.

O ministério sul-coreano das Relações Exteriores explicou que as autoridades bloquearam um barco suspeito de violar as sanções contra Pyongyang.

"É a primeira vez que um barco sul-coreano fica imobilizado por supostas violações das sanções da ONU", afirmou à AFP um representante do ministério.

As autoridades sul-coreanas já haviam bloqueado, em 2017 e 2018, três embarcações com bandeiras do Panamá, Hong Kong e Togo.

O navio sul-coreano está parado desde outubro no porto de Busan sob suspeita de ter sido usado para transferir combustível a um petroleiro norte-coreano, informou a agência Yonhap.

Se a acusação for confirmada, a embarcação pode ser incluída na lista negra da ONU.

O ministério não informou porque a notícia não havia sido divulgada até agora.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in, que defende o diálogo com o Norte, tenta convencer Pyongyang com incentivos econômicos na forma de projetos intercoreanos que, caso sejam aplicados, poderiam representar em alguns casos violações das sanções.

Alguns analistas questionaram se aconteceu uma violação das sanções quando a Coreia do Sul forneceu material para a abertura de um escritório de ligação intercoreano.

No ano passado, as autoridades descobriram que três empresas sul-coreanas importavam milhões de dólares em carvão e ferro norte-coreano.

Quando o dirigente norte-coreano Kim Jong Un se reuniu com o presidente americano Donald Trump em Hanói em fevereiro para o segundo encontro de cúpula, o alívio das sanções figurava no topo de suas exigências. A reunião terminou em fracasso.

Desde então Washington anunciou sanções contra duas empresas chinesas de transporte marítimo acusadas de fazer comércio com o Norte.

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