Opus Dei conclui investigação por abusos de padre chileno com três novas denúncias

O capítulo chileno do Opus Dei, uma das congregações mais conservadoras da Igreja Católica, fechou a primeira investigação no país sobre abusos sexuais contra o padre Patricio Astorquiza, com um total de cinco queixas contra ele, que agora vai ser enviado ao Vaticano.

As primeiras denúncias contra Astorquiza foram conhecidas em fevereiro passado, com as duas primeiras acusações, às quais se foram somando mais denúncias até o fechamento da investigação interna, em 28 de março passado, informou nesta segunda-feira a congregação em um comunicado público.

Todas as pessoas que denunciaram eram menores de idade quando foram abusadas pelo sacerdote, há quase duas décadas.

Após o fechamento da investigação, no dia 28 de março, a ordem informou que toda a documentação "será remetida à Congregação da Doutrina da Fé", instituição do Vaticano que investigou anteriores acusações contra sacerdotes por abusos sexuais.

Até o momento, foram impostas algumas "medidas cautelares" ao padre, como a proibição de exercer publicamente o ministério sacerdotal.

Astorquiza, de 82 anos, é o primeiro sacerdote da Opus Dei denunciado no Chile. Centenas de membros de outras congregações chilenas foram acusados por pedofilia e altos representantes do clero, apontados como acobertadores dos abusos.

De acordo com a Conferência Episcopal, pelo menos 42 sacerdotes e um diácono foram condenados no país pela justiça civil ou canônica por abusos sexuais a menores.

A Procuradoria investiga 158 casos de abusos sexuais cometidos por 219 religiosos ou membros da Igreja, com um número de vítimas que ultrapassa 241.

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