Coalizão internacional admite 1.257 mortes de civis desde 2014 no Iraque e na Síria

A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que combate os extremistas na Síria e no Iraque reconheceu nesta quinta-feira a morte de 1.257 civis em bombardeiros aéreos desde o início da Operação Resolução Inerente em 2014.

"A coalizão dirigiu 34.038 ataques entre agosto de 2014 e o final de fevereiro de 2019", disse a aliança em um comunicado. "Neste período, de acordo com as informações disponíveis, 1.257 civis foram mortos involuntariamente pelas forças da coalizão".

A coalizão liderada pelos EUA afirmou no comunicado que em fevereiro terminou de examinar 147 acusações sobre possíveis vítimas civis, concluindo que um dos casos foi positivo: um atentado a bomba em 13 de setembro de 2017 perto de Rawa, no Iraque, que deixou dois civis feridos.

No final de fevereiro, 146 casos ainda estavam sendo investigados, incluindo cinco que haviam sido inicialmente desconsiderados, mas foram abertos após a descoberta de novas evidências.

A ONG Airwars, que contabiliza as baixas civis de todos os bombardeios aéreos no mundo, estima que pelo menos 7.595 civis foram mortos pela coalizão.

Os números da coalizão não incluem os bombardeios das últimas semanas nos combates ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), cujo "califado" foi derrotado em 23 de março.

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