Papa lamenta atentado na Nova Zelândia e pede orações

Terrorista de extrema-direita invadiu duas mesquitas e matou 50

O papa Francisco lamentou neste domingo (17) o atentado cometido por um terrorista de extrema-direita contra duas mesquitas da Nova Zelândia, o qual deixou 50 mortos e 48 feridos.


"Nesses últimos dias, à dor causada pelas guerras e conflitos que não cessam de atingir toda a humanidade, acrescentou-se a das vítimas do atentado horrível contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia", disse o líder católico, na tradicional celebração do Ângelus, no Vaticano.

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Papa Francisco (Foto: Vincenzo Pinto / AFP)

"Rezo por todos os mortos, feridos e seus familiares. Estou ao lado dos nossos irmãos muçulmanos e de toda a comunidade. Renovo meu convite para nos unirmos em oração e gestos de paz para enfrentar o ódio e a violência", afirmou o Papa. "Rezemos juntos, no silêncio, pelos irmãos muçulmanos que foram mortos", pediu.

 

 

O líder da Igreja Católica também usou as redes sociais para falar sobre o massacre: 

 

Massacre nas mesquitas de Christchurch


Na última sexta-feira (15), um atirador, o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos, invadiu e abriu fogo contra duas mesquitas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.
Em um primeiro momento, a polícia tinha contabilizado 49 mortos e 48 feridos, sendo 20 em estado grave. Hoje, porém, o balanço foi revisado para 50 mortos, pois mais uma vítima foi encontrada dentro de uma das mesquitas.


Tarrant, que chegou a transmitir ao vivo o ataque via redes sociais, foi detido. Outras três pessoas chegaram a ser presas, mas foram liberadas por não estarem conectadas ao atentado.