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Internacional

Dirigentes condenam o ataque contra mesquitas na Nova Zelândia

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A seguir, as condenações internacionais ao ataque às duas mesquitas que deixou 49 mortos nesta sexta-feira na Nova Zelândia.

 "É obviamente extremamente triste, evocando laços dolorosos com nossa própria experiência de 22 de julho, o momento mais difícil do pós-guerra na Noruega", declarou Erna Solberg, referindo-se aos atentados de 2011 realizados pelo supremacista norueguês Behring Breivik.

 "Neste momento trágico, meus pensamentos e orações estão com todos os neozelandeses", afirmou a rainha, que também é chefe de Estado da Nova Zelândia, em um comunicado.

"Em nome do Reino Unido, minhas mais sinceras condolências aos neozelandeses", indicou, por sua parte, a primeira-ministra Theresa May no Twitter.

 

"Minhas mais sinceras condolência e meus melhores desejos ao povo da Nova Zelândia após o horrível massacre nas mesquitas. 49 inocentes morreram de modo tão sem sentido, com muitos mais gravemente feridos. Estados Unidos apoiam a Nova Zelândia em tudo que pudermos fazer", tuitou Donad Trump.

 

"Espero que todos os envolvidos neste crime sejam punidos", disse o presidente russo, Vladimir Putin, em um telegrama enviado à primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

 

"Estes ataques são o resultado da proliferação do discurso islamofóbico em vários países, inclusive naqueles com reputação de coexistência", afirmou o grande imã de Al Azhar, a principal instituição do Islã sunita.

 

"O Papa Francisco ficou muito triste ao tomar conhecimento dos feridos e das mortes causadas por atos de violência sem sentido contra duas mesquitas em Christchurch, e assegura a todos os neozelandeses, e em particular à comunidade muçulmana, sua sincera solidariedade neste momento", afirma um comunicado assinado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin.

 

"Atacar as pessoas durante suas orações é horrível, e o Canadá condena vigorosamente os tiroteios de hoje na Nova Zelândia. Nossas condolências às vítimas e suas famílias compartilham a dor de neozelandeses e muçulmanos em todo o mundo", afirmou o primeiro-ministro Justin Trudeau no Twitter.

 

"Matar pessoas que rezam, em seu lugar mais sagrado, é um ato depravado e desprezível, para pessoas de todas as religiões e das que não têm. Cruzou-se uma linha vermelha", escreveu o presidente israelense Reuven Rivlin no Twitter.

 

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, condenou o ataque como "chocante" e "ato criminoso atroz".

"A hipocrisia ocidental que defende a demonização dos muçulmanos em favor da 'liberdade de expressão' deve ser detida", escreveu no Twitter o chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif.

 

"Eu condeno energicaente o ataque terrorista cometido contra muçulmanos que estavam orando na Nova Zelândia e amaldiçoo aqueles que o cometeram", disse o presidente turco Recep Tayyip Ergodan em um comunicado no Twitter, no qual ainda afirma que esse ataque é "um novo exemplo da ascensão do racismo e da islamofobia".

 

"Eu compartilho o luto dos neozelandeses para com seus cidadãos atacados e assassinados pelo ódio racista quando oravam pacificamente em suas mesquitas", disse a chanceler alemã, Angela Merkel, em um tuíte publicado por seu porta-voz.

 

"Todos os nossos pensamentos para as vítimas de crimes de ódio contra as mesquitas (...) A França se opõe a qualquer forma de extremismo e age junto com seus parceiros contra o terrorismo no mundo", afirmou o presidente francês Emmanuel Macron no Twitter.

 

"Absoluta condenação dos assassinos infames, oração pelas vítimas inocentes, compaixão por todos aqueles que dizem que 'é sempre culpa de Salvini'", reagiu o ministro do Interior italiano e líder da Liga (partido de extrema direita), Matteo Salvini.

 

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