Japonesa é pessoa mais velha do mundo

A japonesa Kane Tanaka, de impressionantes 116 anos, amante das ciências matemáticas e que considera o melhor momento de sua vida o "agora", foi confirmada como a pessoa mais idosa viva do mundo, anunciou ontem o tradicional livro Guinness dos Recordes.

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Kane Tanaka, mulher mais velha do mundo, come bolo durante seu aniversário de 116 anos (Foto: Jiji Press/AFP)

Kane nasceu pouco após a virada do século 19 para o 20, no dia 2 de janeiro de 1903, ano em que os irmãos Orville e Wilbur Wright fizeram o primeiro voo motorizado da história, considerado um dos marcos do início da aviação moderna, assim como o voo realizado em 1906, em Paris, pelo brasileiro Santos Dumont.

Sua proclamação oficial como decana da humanidade, um dos recordes mais disputados do Guinness, foi celebrada no lar para idosos onde ela vive, em Fukuoka, no oeste do Japão. A cerimônia contou com a presença do prefeito da cidade, Soichiro Takashima.

Quando lhe perguntaram qual o momento mais feliz de sua vida, ela respondeu de maneira espontânea e simples: "agora". Casou-se com Hideo Tanaka em 1922 - ano que em Benito Mussolini foi eleito primeiro-ministro da Itália, teve quatro filhos e adotou um quinto. Kane é madrugadora e costuma acordar às seis de manhã. À tarde, estuda matemática e pratica caligrafia.

"Um de seus passatempos favoritos é o reversi. Ela se tornou uma especialista nesse jogo de tabuleiro e costuma ganhar do pessoal da casa", comentou a organização do Guinness

Conhecido pela alta expectativa de vida de seus habitantes, o Japão pode ser orgulhar de ser o país com a população mais longeva do mundo, incluindo Jiroemon Kimura, que faleceu em junho de 2013, aos 116 anos, e que ostenta o recorde de longevidade masculina, assim como Masazo Nonaka, falecido em janeiro de 113 anos, quando era o homem mais velho do mundo.

Segundo o Guinness, o recorde de longevidade - para homens e mulheres - oficialmente comprovado é da francesa Jeanne Calment, falecida em 1997, aos 122 anos e 164 dias.

No entanto, pesquisadores russos questionaram esse marco recentemente, porém sem conseguirem convencer especialistas franceses, que examinaram o caso em janeiro passado.