Em meio a um apagão, manifestantes vão às ruas na Venezuela

Manifestantes contrários e favoráveis ao governo de Nicolas Maduro, voltaram a medir forças nas ruas de Caracas com demonstrações organizadas pelo presidente do país e por seu opositor Juan Guaidó, auto proclamado presidente interino do país. As manifestações ocorrem dois dia após o apagão que deixou 90% da Venezuela sem energia elétrica. Guaidó pediu à população para se mobilizar "com mais força do que nunca".

Macaque in the trees
A supporter of Venezuelan opposition leader and self-proclaimed acting president Juan Guaido, speaks to National Bolivarian Police officers during a demo in Caracas on March 9, 2019. - Thousands of Venezuelans are expected to protest once again Saturday as opposition leader Juan Guaido cranks up the pressure on beleaguered President Nicolas Maduro -- in the midst of a sweeping electricity blackout that has crippled the crisis-wracked country. (Photo by RONALDO SCHEMIDT / AFP) (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

A mobilização ocorre menos de uma semana após o retorno de Guaidó à Venezuela, após sua visita a cinco países da região (Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador), em meio às ameaças da possível detenção de Chávez.

Por sua vez, os manifestantes pró-Maduro também realizam manifestações, convocadas na última terça-feira pelo governante durante um evento para comemorar o sexto aniversário da morte de Hugo Chávez.

Apagão

Enquanto isso, um gigantesco apagão paralisa desde quinta-feira (7) várias atividades essenciais em grande parte da Venezuela, um problema que o governo de Maduro atribuiu na sexta-feira (8) a uma sabotagem orquestrada pelos Estados Unidos. Já os antichavista atribuem o problema à corrupção e ineficiência na administração pública.

O suprimento normal de energia elétrica foi interrompido em 22 dos 23 estados da Venezuela, incluindo Caracas, e causou vários distúrbios para a maioria da população.

Na tarde de hoje, o serviço começou a ser restaurado em algumas áreas de Caracas e no estado de Miranda, mas grandes regiões do país permaneceram sem luz, apesar das promessas do governo de resolver o problema em poucas horas, informou a imprensa local.

O apagão, considerado por muitos como o maior da história do país, forçou a suspensão do trabalho e das atividades escolares, causando agitação na população, que também não tem água e está praticamente paralisada pela instabilidade das redes de telefonia e internet.

Os centros de saúde passam por uma situação crítica devido à escassez de geradores, enquanto vôos foram cancelados e centenas de pessoas ficaram presas no Aeroporto Internacional Simon Bolivar, em Caracas, e em outros terminais aéreos do país.