Turquia critica saída de sistema de preferências; Índia não contestará decisão

A Turquia e a Índia reagiram nesta terça-feira ao anúncio da intenção dos Estados Unidos de retirar os dois países do Sistema Geral de Preferências (GSP, na sigla em inglês). Idealizado no âmbito da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), esse sistema permite que certos produtos de países em desenvolvimento tenham acesso privilegiado aos mercados dos países desenvolvidos.

Em comunicados, o governo norte-americano disse que, no caso da Índia, o país não tem fornecido aos EUA garantias de que dará acesso "equitativo e razoável" a seus mercados em vários setores. No caso da Turquia, o governo dos EUA diz que o país não deve mais ser designado como beneficiário do sistema por seu desenvolvimento econômico.

A ministra do Comércio da Turquia, Ruhsar Pekcan, disse que a decisão é inconsistente com o objetivo dos dois países de aumentar o comércio bilateral anual para US$ 75 bilhões. Pekcan afirmou em sua conta no Twitter que a Turquia pretende avançar com os esforços para atingir a meta "sem perder impulso". Ela acrescentou que a decisão prejudicaria as pequenas e médias empresas e fabricantes norte-americanos.

Já a porta-voz do Ministério do Comércio da Índia Monideepa M. Mukherjee disse que a decisão reflete um fracasso dos dois lados de chegar a um acordo sobre várias questões comerciais, mas não será contestada pela Índia. "Os benefícios do GSP serão retirados, os EUA não vão ceder nisso", disse. Mukherjee afirmou que a Índia discorda da questão do acesso ao mercado, mas já superou o GSP. A economia com as tarifas representou apenas US$ 190 milhões por ano, disse o ministério. "É para os países menos desenvolvidos, e a Índia já saiu desse patamar", assinalou Mukherjee. Fonte: Associated Press.