Pior ataque na Caxemira em 17 anos

Nova Dhéli - Pelo menos 37 integrantes das forças de segurança indianas da Caxemira morreram ontem em um atentado contra um comboio perto de Srinagar, anunciou a polícia local, no pior ataque desse tipo na conflituosa região desde 2002.

"Um artefato artesanal explodiu no momento em que passava um comboio da CRPF (Central Reserve Police Force)", disse à Agência AFP um oficial da força paramilitar, Munir Ahmed Khan. Ele afirmou que ainda não havia um número determinado de feridos. Os membros da CRPF foram evacuados do local.

Em uma mensagem pelo Twitter, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que "o sacrifício de nossa corajosa equipe de segurança não será em vão". O dirigente classificou o ataque como "abominável".

A agência de notícias "Press Trust of India (PTI)" informou que o número de mortos superaria 39, enquanto outros relatos da imprensa mencionavam 40 vítimas fatais.

De acordo com a "PTI", muitos corpos recuperados no local da explosão estavam em condições de difícil identificação, por isso as tarefas nesse sentido levarão tempo. O ataque ocorreu em uma estrada situada a 20 quilômetros de Srinagar. Os explosivos estavam instalados dentro de uma caminhonete e foram detonados na passagem de um comboio de 78 veículos, nos quais viajavam 2.500 integrantes da força paramilitar. As autoridades ainda não sabem informar se a caminhonete foi conduzida por um suicida ou se a explosão foi controlada a distância.

Segundo a imprensa local, o grupo islamita Jaish-e-Mohammed, com base no Paquistão, reivindicou o atentado.

A região da Caxemira é disputada pela Índia e pelo Paquistão desde 1947, quando terminou a colonização britânica. As forças de segurança na parte sob controle indiano estão estimadas em 500 mil homens.

Desde 1989 existe uma insurreição separatista na Caxemira indiana. A Índia acusa o Paquistão de apoiar clandestinamente infiltrações de combatentes e a rebelião armada, o que Islamabad sempre desmentiu.

 

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