Trump: 'Não estou feliz'

WASHINGTON - O presidente Donald Trump não se segurou e declarou ontem não estar satisfeito com um acordo feito por congressistas republicanos e democratas na segunda-feira para evitar um novo 'shutdown' no governo dos Estados Unidos.

"Não posso dizer que estou feliz, estou extremamente descontente com o que os democratas nos deram", declarou Trump em reunião de gabinete na Casa Branca. Apesar da insatisfação, o presidente disse que um novo fechamento do governo é "pouco provável". O republicano disse que não vai desistir do muro e avisou que ainda pretende conseguir os recursos necessários para a construção. "O muro finalmente será construído, de qualquer forma", disse.

Macaque in the trees
Presidente americano Donald Trump fala em seu Gabinete na Casa Branca (Foto: Mandel Ngan/AFP)

O compromisso firmado entre os parlamentares dos dois partidos foi feito para evitar uma nova paralisação parcial da administração federal e prevê US$ 1,3 bilhão para a construção de cerca de 90 km de novas barreiras na fronteira - longe das exigências iniciais da Casa Branca. Segundo o mandatário, seriam necessários "recursos adicionais", que serão buscados "quando acrescentar o que tiver que acrescentar".

O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, comemorou o acerto e parabenizou os membros do comitê bipartidário e bicameral pelos esforços. "Quero agradecer e felicitar os nossos colegas que trabalharam arduamente para garantir uma solução para completar o processo de destinação de recursos e garantir fundos para o governo. O novo acordo fornece recursos para milhas de barreiras fronteiriças e completa todas as sete contas pendentes, de modo que o Congresso pode agora completar um processo de financiamento para todas as partes pendentes do governo federal", publicou em seu Twitter.

O líder da minoria na Casa, o democrata Charles E. Schumer, pediu que Trump honre o acordo. "Por favor, senhor presidente, ninguém conseguiu tudo o que queria neste projeto de lei, mas assine e não cause uma nova paralisação", disse.

Além da questão orçamentária esse trato ainda autoriza o Departamento de Segurança Interna a financiar cerca de 40 mil "leitos" de detenção - hoje são 49 mil. Essa queda é vista pelos democratas como uma vitória. O acordo ainda requer aprovação das duas casas do Congresso e de Trump.

Senado desconhece influência russa

O Comitê de Inteligência do Senado está bem próximo de encerrar a investigação sobre uma correlação da campanha de Donald Trump com a Rússia. Segundo a rede "NBC", os legisladores não encontraram provas que evidenciem essa ligação. "Se escrevermos um relatório baseado nos fatos que temos, então não teremos nada que sugira um conluio", disse o republicano Richard Burr, presidente da Comissão.

 

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais