Manifestações contra 'inimigos' da revolução

TEERÃ - Em discurso para comemorar os 40 anos da vitória da Revolução Islâmica, o presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou diante de uma multidão que os "planos diabólicos de seus inimigos" irão fracassar, em uma referência aos Estados Unidos e Israel. A data foi celebrada com manifestações em todo o país.

Na Praça Azadi ("Liberdade") de Teerã, o evento foi realizado sob uma incessante chuva, que no árido país do Oriente Médio é considerada uma bênção.

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Presidente do Irã, Hassan Rohani, discursa em Teerã para marcar 40 anos da revolução (Foto: AFP)

"A presença do povo nas ruas de toda a República Islâmica do Irã significa que o inimigo não alcançará nunca os seus objetivos diabólicos", disse Rohani. O dirigente denunciou um "complô" dos Estados Unidos, dos "sionistas" e dos países "reacionários" do Oriente Médio que se posicionam contra o Irã.

O dia 11 de fevereiro, 22 bahman no calendário iraniano, é um feriado nacional que celebra a derrubada do regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, ocorrida há 40 anos, 10 dias depois do triunfal retorno do exílio do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica do Irã.

Os presentes na praça agitavam bandeiras com as cores nacionais - verde, branco e vermelho -, que também adornavam a torre Azadi, monumento emblemático de Teerã inaugurado em 1971 por Mohammad Reza Pahlavi por ocasião dos festejos dos 2.500 anos do nascimento do império persa.

Em meio aos guarda-chuvas via-se cartazes do guia supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e do fundador da República Islâmica, o aiatolá Khomeini.

"Morte aos Estados Unidos, "Abaixo a Inglaterra", "Morte a Israel", "Pisoteamos os Estados Unidos", "40 anos de desafios", "40 anos de derrotas para os Estados Unidos" e "Israel não viverá mais de 25 anos" eram algumas das palavras de ordem.

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