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Chuvas na Bolívia deixam 18 mortos e 2.039 famílias danificadas desde janeiro

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As fortes chuvas que caíram de janeiro até o momento na Bolívia deixaram 18 mortos, 2.039 famílias danificadas e 2.349 hectares de plantações perdidas, informou nesta quarta-feira (6) o Vice-ministério da Defesa Civil (VDC).

O relatório do VDC assinala que as chuvas provocaram inundações que afetaram cultivos de frutas, milho, batata, trigo e pastagens, embora por enquanto esses danos ainda não tenham afetado o abastecimento do mercado local.

O incidente mais grave ocorreu entre sábado e domingo em uma estrada movimentada que liga a cidade de La Paz com a cidade agrícola de Caranavi, a 165 quilômetros da capital boliviana e porta de entrada para a Amazônia. Neste local, dois deslizamentos causaram 15 mortes e 30 feridos.

Devido ao fato de Caranavi continuar incomunicável por terra, o governo realizou uma ponte aérea de La Paz para cidades vizinhas do norte para facilitar a circulação de pessoas enquanto tentava de reabilitar o tráfego.

"Estamos em alerta, estamos emitindo alertas para os municípios, principalmente no (departamento de) Beni e enviando (funcionários em) missões humanitárias", informou separadamente o ministro da Defesa, Javier Zavaleta.

O estatal Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia (Senamhi) declarou na terça-feira alerta em sete dos nove departamentos da Bolívia.

Os departamentos de La Paz (oeste), Beni (nordeste) e Cochabamba (centro) foram declarados em "alerta vermelho" (o mais grave) pela magnitude do crescimento da vazão dos rios, o que ameaça afetar as populações circundantes.

Também foram declarados em "alerta laranja", prioridade intermediária, os departamentos de Chuquisaca (sudeste), Tarija (sul), Potosí (sudoeste) e Pando (norte).

As regiões de Santa Cruz (leste) e Oruro (oeste) ainda estavam à margem dos alertas.

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