ONU não se somará a grupos sobre crise venezuelana, diz Guterres

A ONU não irá se somar a grupos de países que promovam iniciativas para resolver a crise na Venezuela, indicou nesta segunda-feira (4) o secretário-geral do organismo, António Guterres, afirmando que não participará da reunião entre várias nações esta semana no Uruguai.

México e Uruguai esperavam que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas comparecesse a uma reunião em Montevidéu na quinta-feira (7) para promover o diálogo entre o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, e o presidente Nicolás Maduro.

"A secretaria da ONU decidiu não fazer parte destes grupos para dar credibilidade à nossa oferta de bons ofícios às partes para que, a pedido seu, possamos ajudar a encontrar uma solução política", declarou Guterres a jornalistas.

A divisão mundial sobre a crise na Venezuela gerou um dilema à ONU e as declarações de Guterres sugerem que o organismo, por enquanto, se manterá à margem.

Alguns Estados latino-americanos e europeus realizarão a primeira reunião de um grupo de contato internacional sobre a Venezuela em Montevidéu.

O grupo inclui oito países da União Europeia (Alemanha, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suécia) e quatro países latino-americanos (Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai).

Guterres disse que está acompanhando a situação na Venezuela "com muita preocupação" e acrescentou que havia discutido as diversas iniciativas apresentadas com os países envolvidos.

O secretário-geral da ONU se reuniu com o embaixador do México no organismo, Juan José Gómez Camacho, na semana passada, que disse que a conferência de Montevidéu era para "dar uma oportunidade ao diálogo entre todas as partes envolvidas".