Julgamento de separatistas catalães será em 12 de fevereiro

O julgamento na Suprema Corte espanhola dos 12 líderes separatistas catalães envolvidos na tentativa de secessão em outubro de 2017 começará no dia 12 de fevereiro, informou uma fonte judicial nesta sexta-feira.

No controverso julgamento, os réus devem responder por supostos crimes de rebelião, peculato e desobediência para os quais a acusação reivindica entre 7 e 25 anos de prisão.

No banco dos réus se sentará o ex-vice-presidente regional Oriol Junqueras, outros membros do antigo governo catalão, dois líderes de associações separatistas e o ex-presidente da câmara regional Carme Forcadell.

O processo deve durar em torno de três meses, segundo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Lesmes, falando com a imprensa internacional.

Para a sentença, o acusado, nove deles em prisão preventiva, deve esperar entre dois ou três meses para ouvir seu veredicto, acrescentou.

Os nove presos, alguns deles detidos há mais de um ano, foram transferidos nesta sexta-feira das prisões catalãs para outros nas proximidades de Madri, onde ficarão durante o processo.

Os outros três acusados, ex-líderes do governo regional, estão sendo liberados provisoriamente.

O ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy será uma das testemunhas do processo.

Além de Rajoy, no poder na época dos acontecimentos, dois membros de seu governo - sua vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría, e seu ministro das Finanças, Cristóbal Montoro - também foram convocados como testemunhas, além do ex-presidente catalão Artur Mas, figura-chave do movimento separatista, e o prefeito de Barcelona, Ada Colau.

Entre as principais ausências, figura a de Carles Puigdemont, ex-presidente da região foi para a Bélgica dias após o parlamento regional dominado pelos separatistas proclamaram uma república em 27 de outubro de 2017.

Esta proclamação foi aprovada por referendo popular, não legalizado, em 1o. de outubro, não foi reconhecida por nenhum país.

Também rapidamente abortada pelo governo espanhol com a remoção de Puigdemont e seu gabinete e a transferência da administração regional para Madri.

bur-dbh/mg/es/cn