'Guaidó não está pedindo um golpe de Estado', diz seu delegado na OEA

O representante especial da Venezuela nomeado pelo chefe do Parlamento venezuelano para representá-lo ante a Organização dos Estados Americanos (OEA) disse, nesta terça-feira (29), que Juan Guaidó "não está pedindo um golpe de Estado".

"A única coisa que ele está pedindo é que o pessoal militar sequestrado por um comando ineficiente, servil e corrupto cumpra seu juramento", disse em uma conferência em Washington Gustavo Tarre, que foi nomeado delegado depois de que o Parlamento declarou o presidente venezuelano Nicolás Maduro como "usurpador".

Macaque in the trees
Juan Guaidó (Foto: Federico Parra | AFP)

Guaidó, que se autoproclamou presidente interino na semana passada, nomeou nesta terça-feira representantes diplomáticos em uma dezena de países que reconheceram sua autoproclamação, e nos Estados Unidos o opositor Carlos Vecchio atua como encarregado de negócios, após a ruptura de relações diplomáticas entre Caracas e Washington.

Para Tarre, a pressão das pessoas nas ruas, as sanções econômicas e as sanções contra o pessoal militar "vão ser uma conjunção de forças que vão retirar Maduro".

"Não acredito que ninguém na Venezuela esteja disposto a morrer por Maduro", afirmou, explicando que nas guerras civis normalmente há pessoas com convicções fortes.

Na Venezuela "há gente corrupta, há gente que tem afinidade com Maduro mas ninguém quer lutar e morrer por Maduro, acho que ninguém, nem mesmo Cilia, a mulher dele".

Segundo o mandato que lhe foi concedido pelo Legislativo na Venezuela, Tarre tem a missão de coordenar com a OEA "ações necessárias para o restabelecimento do ordenamento constitucional e democrático" no país.

No dia em que Maduro assumiu seu segundo período no governo, a OEA aprovou uma resolução para declarar seu mandato ilegítimo.

an/yow/db/mvv