Democratas prometem investigar novas acusações contra Trump

A oposição democrata dos Estados Unidos prometeu nesta sexta-feira investigar uma nova acusação contra Donald Trump, segundo a qual o presidente ordenou que seu advogado pessoal mentisse perante o Congresso para esconder seus negócios com a Rússia.

O site BuzzFeed publicou que, de acordo com fontes anônimas das forças de segurança federais, Trump disse a Michael Cohen para mentir em uma audiência do Congresso em 2017 sobre as negociações para construir uma Torre Trump em Moscou durante o campanha presidencial de 2016.

"A acusação de que o presidente dos Estados Unidos poderia ter estimulado perjúrio ante nossa comissão para limitar a investigação e esconder seus negócios com a Rússia é um dos mais sérios até agora", tuitou o parlamentar Adam Schiff, que preside o comitê de Inteligência na Câmara dos Representantes.

De acordo com o BuzzFeed, Trump apoiou o plano de Cohen de visitar a Rússia durante a campanha para realizar uma reunião com o presidente Vladimir Putin e iniciar as negociações sobre a construção do prédio em Moscou.

A viagem nunca se concretizou e durante a campanha Trump negou novamente qualquer negociação com a Rússia.

"Se este artigo sobre Trump que leva ao falso testemunho for confirmado, ele terá cometido um delito grave e precisará se demitir ou ser destituído", avaliou o senador democrata Jeff Merkley.

Mas na noite desta sexta-feira o porta-voz do procurador especial Robert Mueller avaliou que "a descrição do BuzzFeed de declarações específicas ao gabinete do procurador e a caracterização de documentos e depoimentos obtidos por este escritório sobre o testemunho ao Congresso de Michael Cohen são imprecisos".

Cohen, que era o braço direito do presidente na Organização Trump, se declarou culpado no ano passado por violar as leis de financiamento de campanha, providenciando pagamento a duas mulheres que afirmavam ter laços amorosos com Trump para mantê-las em silêncio.

O advogado de 52 anos, de Nova York, foi condenado a três anos de prisão por múltiplos crimes, incluindo evasão fiscal e contribuições ilegais de campanha.

Sua transferência para a prisão foi adiada enquanto ajudava nas investigações sobre o possível conluio da equipe de campanha de Trump com a Rússia.

Em 7 de fevereiro, ele deverá testemunhar ante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados sobre seu trabalho com Trump.

 

Trump tuitou nesta sexta-feira para dizer que Michael Cohen "mente para reduzir sua pena de prisão".

Já o advogado do presidente, Rudy Giuliani, avaliou que a acusação contida no relatório do BuzzFeed é "categoricamente falsa", em uma nota enviada a vários jornalistas na Casa Banca, enquanto o porta-voz da presidência Hogan Gidley qualificou a informação de "ridícula".

"Qualquer sugestão, de qualquer fonte, de que o presidente aconselhou Michael Cohen a mentir é categoricamente falsa. Michael Cohen é um criminoso condenado e um mentiroso", disse Giuliani em declaração reproduzida pela repórter do New York Times Maggie Haberman.

"As afirmações de hoje são apenas mais mentiras inventadas nascidas da malícia e do desespero de Michael Cohen", declarou Giuliani.

 

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