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Bolsonaro pede à Venezuela que não dê 'guarida' ao ELN após atentado de Bogotá

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O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira à Venezuela que não "dê guarida" em seu território a "estes terroristas" da guerrilha do ELN, a quem o governo da Colômbia atribui o atentado que matou 21 cadetes e policiais da academia de polícia de Bogotá.

"Gostaríamos que este grupo depusesse suas armas e colocasse em liberdade os incontáveis sequestrados que tem em seu poder. E mais ainda, gostaríamos também que a Venezuela não desse guarida, proteção, a estes terroristas do ELN", declarou Bolsonaro.

O presidente brasileiro revelou ter telefonado para seu colega colombiano, Iván Duque, para "se solidarizar" após o "ataque terrorista" do Exército de Libertação Nacional (ELN), a última guerrilha ativa do país.

Segundo o ministro colombiano da Defesa, Guillermo Boetero, a explosão do carro-bomba matou cadetes e policiais com entre 17 e 22 anos da Escola de Oficiais General Francisco de Paula Santander, no sul da capital.

Boetero disse haver "evidências concretas" de que o autor do ataque, Rojas Rodríguez, era membro do ELN há mais de 25 anos.

O atentando é considerado como um golpe quase mortal nos diálogos de paz entre o governo e o ELN iniciados em 2017.