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FBI abriu em 2017 investigação sobre relação de Trump com russos

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O FBI (Polícia Federal americana) abriu uma investigação em 2017 para saber se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria trabalhando em nome da Rússia - informou o jornal "The New York Times" na sexta-feira (11), citando fontes anônimas.

A investigação do FBI logo foi incluída na do procurador especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 e sobre o possível conluio entre a campanha de Trump e Moscou durante essa corrida eleitoral para a Casa Branca.

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Trump (Foto: Reprodução)

O NYT não dá indicações sobre as conclusões alcançadas pelo FBI.

Com um componente de contrainteligência e outro penal, a investigação teve início depois de o presidente americano demitir o então diretor do FBI, James Comey, em maio de 2017, afirmou o "Times", ainda recorrendo a fontes anônimas.

O aspecto de contrainteligência consistia em determinar se Trump trabalhava - intencionalmente, ou não - para Moscou e se era uma ameaça para a segurança nacional, informou o jornal.

Depois, somou-se a investigação penal, relacionada com a demissão de Comey por parte de Trump.

O "New York Times" disse que o FBI suspeitava dos vínculos de Trump com a Rússia durante a campanha de 2016, mas segurou a investigação até o presidente demitir Comey. O então diretor havia se negado a arquivar a então incipiente investigação sobre a Rússia, agora liderada por Mueller.

 

O presidente Trump reagiu à matéria do NYT e, neste sábado, atacou o FBI, garantindo que a agência agiu "sem razão alguma e sem provas", ao abrir investigações.

"Uau, acabo de saber pelo Falido New York Times que os ex-líderes corruptos do FBI, quase todos demitidos, ou forçados a deixar a agência por algumas razões muito ruins, abriram uma investigação sobre mim, sem razão alguma e sem provas, depois que eu demiti o mentiroso do James Comey, um sem-vergonha total!", tuitou Trump.

Segundo o presidente, "o FBI estava em uma crise total... pela fraca liderança de Comey" e pela forma como administrou a investigação sobre o uso por parte de Hillary Clinton de um servidor privado para enviar alguns e-mails oficiais.

"Quando demiti James Comey foi um grande dia" para o país, frisou Trump, garantindo que o ex-diretor do FBI "está sendo totalmente protegido por seu melhor amigo, Bob Mueller".

Trump critica repetidamente a investigação do procurador especial como uma "caça às bruxas" e a vê como uma mácula na legitimidade de sua presidência.

Criticada por Trump como infundada, a investigação de Mueller emitiu dezenas de acusações e acumulou condenações contra alguns dos associados próximos do presidente, incluindo seu ex-advogado pessoal, seu ex-chefe de campanha e seu ex-conselheiro de Segurança Nacional.

O advogado Michael Cohen foi condenado a três anos de prisão por vários crimes, incluindo infrações das leis de financiamento de campanha cometidas - segundo os procuradores - sob as ordens de Trump.

Paul Manafort, que foi chefe de campanha de Trump, foi declarado culpado em um caso apresentado por Mueller e se declarou culpado em outro - este último por crimes financeiros relacionados com seu trabalho na Ucrânia antes da campanha de 2016, assim como por manipulação de testemunhas.

E o agora ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn se declarou culpado por mentir para os investigadores sobre seus laços com Moscou.

A expectativa é que a investigação continue projetando uma nuvem sombria sobre a Casa Branca: um juiz outorgou uma extensão ao grande júri secreto na investigação, prolongando seu mandato original de 18 meses.

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