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Bélgica não vai antecipar eleições

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O rei da Bélgica, Philippe, rejeitou nesta sexta-feira a perspectiva de eleições antecipadas após a renúncia do governo e encarregou este último de "despachar os assuntos correntes" até as eleições legislativas de 26 de maio, segundo um comunicado do Palácio Real.

A Bélgica está em crise política há duas semanas, após a saída do governo dos ministros nacionalistas flamengos.

Eles se opuseram ao apoio do país ao Pacto Global da ONU para regular a migração, assinado em 10 de dezembro em Marrakech (Marrocos) pelo primeiro-ministro, o liberal Charles Michel.

À frente de um governo sem maioria (com o apoio de apenas 52 dos 150 deputados), Charles Michel teve que apresentar na terça-feira a sua renúncia.

O rei então realizou consultas com os líderes dos partidos para avaliar se queriam ou não eleições antecipadas através de uma dissolução da Câmara.

Nesta sexta-feira, o veredito real foi anunciado: "O rei aceitou a renúncia do governo e o encarregou de despachar os assuntos diários", anunciou o Palácio Real em um comunicado.

"Ele constata uma vontade política para garantir a boa gestão do país até as próximas eleições", marcadas para 26 de maio, acrescenta o Palácio. Esta eleição coincidirá com as europeias.

O rei pede uma colaboração entre o Parlamento e o governo demissionário, de modo que votem textos importantes como o orçamento de 2019.

O soberano também "apela aos líderes e instituições políticas, nos quais ele reitera a sua confiança, a dar uma resposta adequada aos desafios econômicos, orçamentais e internacionais e às expectativas da população".

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