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China acusa EUA de 'fabricar fatos' com acusações a hackers

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A China acusou nesta sexta-feira os Estados Unidos de "fabricar fatos", após o departamento americano de Justiça acusar dois hackers ligados aos serviços de segurança chineses por ataques a empresas e agências de vários países.

O ministério chinês das Relações Exteriores pediu aos Estados Unidos que "deixe de desprestigiar a China em questões de cibersegurança", e informou ter apresentado uma queixa oficial.

A China considera que os Estados Unidos deveriam retirar a acusação "para evitar graves danos às relações entre os dois países" e denuncia que a administração americana atribui à China exatamente as faltas que ela mesma comete.

Pequim afirma que as acusações "não passam de cortina de fumaça" e adverte os demais países para "deterem a difamação deliberada contra a China para evitar prejudicar as relações bilaterais".

O departamento de Justiça dos EUA anunciou na quinta-feira o indiciamento dos hackers chineses Zhu Hua e Zhang Shilong, que fazem parte de um grupo conhecido como APT 10, que opera na China "em associação com o Ministério da Segurança do Estado".

Entre 2006 e 2018, este grupo liderou "uma campanha global de ataques cibernéticos" para roubar dados confidenciais e segredos comerciais de 45 empresas de 12 países, segundo o departamento de Justiça.

"Trata-se simplesmente de trapaça e roubo, e isso dá à China uma vantagem injusta às custas de empresas e países que respeitam as regras internacionais", denunciou o número dois do departamento, Rod Rosenstein, durante coletiva de imprensa.

"Será difícil para a China alegar que não é responsável" por esses ataques, agora que os Estados Unidos tornaram pública uma acusação muito detalhada e precisa, acrescentou Rosenstein.

Nenhum país representa "uma ameaça tão grande e por tanto tempo quanto a China", declarou por sua vez o diretor do FBI, Christopher Wray.

 

 

 

 

 

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