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França impõe multa de EUR 400 mil ao Uber por proteção insuficiente de dados

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A Comissão Nacional francesa de Informática e Liberdades (Cnil) impôs 400 mil euros de multa ao Uber por ter "protegido insuficientemente os dados dos usuários" de seu serviço, segundo um comunicado nesta quinta-feira (20).

Em novembro de 2017, o Uber revelou que os dados de 57 milhões de seus usuários, clientes e motoristas foram hackeados.

A Cnil considera que o ataque poderia ter sido evitado "se tivessem adotado algumas medidas elementares em termos de segurança".

Na realidade, o aplicativo havia sido informada sobre esta pirataria em novembro de 2016 pelos próprios hackers. A empresa havia dado a eles 100.000 dólares para que não revelassem as informações e apagassem os dados roubados.

"Após este incidente (...) fizemos várias melhorias técnicas na segurança de nossos sistemas. Também fizemos importantes mudanças em nossa gestão para garantir a transparência às autoridades reguladoras e aos clientes", indicou uma porta-voz da Uber nesta quinta-feira.

A empresa, que se declara "contente de colocar um ponto final neste capítulo sobre o incidente dos dados de 2016", afirma ter tirado "as lições" de seus "erros" e reforçado suas equipes de "especialistas de primeiro plano" no âmbito da segurança.

Uber, que sofreu com vários casos de ataques virtuais, fechou em setembro um acordo amigável de 148 milhões de dólares com as autoridades americanas. Trata-se da multa mais importante já imposta no âmbito de um acordo após uma violação de dados.