Projeto de resolução da ONU para trégua no Iêmen tem negociações árduas

Membros do Conselho de Segurança da ONU batalham há quase uma semana em um projeto de resolução para que o Iêmen apoie as conquistas das consultas inter-iemenitas realizadas na Suécia e permita a entrada de observadores avançados, disseram diplomatas.

O texto, redigido pelo Reino Unido, reitera parcialmente um projeto de resolução humanitária que está na mesa do Conselho de Segurança há muito tempo. Sua adoção foi adiada a pedido de Washington e Estocolmo, de modo a não interferir nas consultas entre as facções rivais realizadas na Suécia.

A resolução da ONU se submeterá à votação "nas próximas 48 horas", disse nesta quarta-feira o chefe da diplomacia britânica, Jeremy Hunt.

A principal conquista das reuniões entre os grupos beligerantes iemenitas foi o estabelecimento de um cessar-fogo em Hodeida (oeste) e a retirada dessa cidade-porto - centro da ajuda humanitária - dos rebeldes huthis que ostentam o controle assim como das forças governamentais que os cercam.

Depois de uma primeira versão considerada muito leviana por vários países, o texto em discussão respalda os resultados obtidos em a Suécia. Além disso, "insiste no pleno respeito por todas as partes do cessar-fogo decretado para a província de Hodeida".

Autoriza ainda "a ONU a estabelecer e destacar uma missão de avançada para iniciar um trabalho de observação sob a direção do general (holandês retirado) Patrick Cammaert".

O projeto também pede ao "Secretário-Geral para que apresente (ao Conselho de Segurança) as propostas em breve, antes de 31 de dezembro, sobre como as Nações Unidas poderiam apoiar plenamente o Acordo de Estocolmo como solicitaram as partes".

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