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Delegação afegã chega a Abu Dhabi para negociações de paz com talibãs

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Uma equipe de negociadores do governo afegão anunciou nesta terça-feira sua presença em Abu Dhabi, onde na segunda-feira aconteceram conversações de paz na presença de representantes dos Estados Unidos e dos talibãs.

"A equipe de negociação afegã está em Abu Dhabi para iniciar um diálogo de proximidade com a delegação talibã e preparar um encontro cara a cara entre as duas partes", tuitou o porta-voz da presidência afegã, Haroon Chakhansuri.

A equipe de 12 integrantes foi apresentada em novembro pelo presidente afegão Ahsraf Ghani.

Os talibãs não confirmaram o encontro e até agora rejeitaram qualquer contato direto com os representantes do governo afegão.

Na segunda-feira voltaram a repetir que não havia "nenhum encontro previsto com os funcionários da administração de Cabul" e que "só acontecerão negociações com os Estados Unidos na presença de certos países".

Em uma nova mensagem publicada nesta terça-feira, os talibãs afirmaram que celebraram "uma série de reuniões" com altos funcionários da Arábia Saudita, Paquistão e Emirados Árabes Unidos".

"As conversações abordaram a retirada das forças de ocupação do Afeganistão, para acabar com a opressão exercida pelos Estados Unidos e seus aliados, e aconteceram trocas de pontos de vista sobre a paz e a reconstrução no Afeganistão", indicou o porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, assegurando que "as reuniões prosseguirão hoje".

Na segunda-feira, o Departamento de Estado americano confirmou as reuniões em Abu Dhabi, "no âmbito dos esforços mobilizados pelos Estados Unidos em sua estratégia no sul da Ásia para promover um diálogo que acabe com o conflito no Afeganistão".

De acordo com a presidência afegã, a equipe de negociação do governo deve ter uma reunião com Zalmay Khalilzad, enviado especial do Departamento de Estado, assim como com representantes dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são os únicos países que reconheceram o governo islamita radical talibã, que dirigiu o país entre 1996 e 2001, quando o movimento foi expulso por uma intervenção militar americano.

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