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Violentos combates e bombardeios na cidade iemenita de Hodeida

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Violentos confrontos e ataques aéreos aconteceram no sábado à noite na região de Hodeida, no oeste do Iêmen, apesar da trégua alcançada sob mediação da ONU, informaram autoridades pró-governo e habitantes locais.

Pelo menos 29 combatentes, incluindo 22 rebeldes huthis, morreram nas operações, segundo uma autoridade pró-governo. Este saldo não pôde ser confirmado no momento por uma fonte independente.

Um morador de Hodeida, contactado por telefone, descreveu os confrontos como "violentos", afirmando que o barulho de aviões sobrevoando a cidade foi ouvido durante toda a noite.

Sete rebeldes foram capturados em uma ofensiva dos huthis contra a cidade de Al-Duraihimi, cerca de 20 quilômetros ao sul de Hodeida, informou a autoridade pró-governo.

A agência de notícias Saba, controlada pelos huthis, informou que a aviação da coalizão liderada pela Arábia Saudita continuava, neste domingo, com seus bombardeios na província de Hodeida.

De acordo com essa fonte, as forças pró-governo bombardearam os bairros residenciais deste porto estratégico às margens do Mar Vermelho, que se tornou a principal frente de batalha do conflito há vários meses.

Na sexta-feira à noite foram registrados combates esporádicos nos distritos do leste e do sul de Hodeida, no dia seguinte ao anúncio do cessar-fogo concluído na Suécia entre rebeldes e forças leais ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

Em virtude deste acordo duramente negociado, um cessar-fogo "imediato" entrou em vigor em Hodeida, por onde transita a maior parte da ajuda humanitária e importações.

A retirada dos combatentes de Hodeida deve ocorrer nos "próximos dias".

A cidade de Hodeida, controlada pelos rebeldes huthis, foi alvo de um assalto das forças pró-governo apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, pilares de uma coalizão militar que entrou em 2015 no conflito para ajudar o governo iemenita contra os rebeldes.

Os huthis controlam vastas regiões do país, entre elas a capital Sanaa.

O acordo de trégua é, sem dúvida, o mais importante desde o início da guerra, em 2014, mas sua aplicação exigirá forte pressão internacional, estimam os especialistas.

No sábado, os rebeldes huthis xiitas elogiaram o acordo. "As conversas são um êxito", afirmou Daif Allah al-Shami, ministro da Informação do governo de Salvação Nacional, não reconhecido pela comunidade internacional.

Citado pela agência Saba, controlada pelos huthis, Al-Shami estimou que os resultados obtidos pela delegação rebelde na Suécia mostram a preocupação da direção política dos huthis "em aliviar o sofrimento do povo iemenita".

Desde 2014, a guerra no Iêmen já deixou 10 mil mortos e provocou uma crise de fome que põe em risco a vida de milhões de pessoas, segundo a ONU.

 

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