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Internacional

Onze mortos em confrontos na Caxemira indiana

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Onze pessoas - sete civis, três rebeldes armados e um soldado - morreram neste sábado em um tiroteio na parte indiana da Caxemira, onde o Exército disparou contra manifestantes depois de uma troca de tiros com rebeldes separatistas, informaram autoridades da saúde e da polícia.

O tiroteio começou quando soldados cercaram uma casa onde um grupo de rebeldes se escondia em uma cidade na região de Pulwama.

Três separatistas, incluindo um ex-soldado que se juntou à rebelião, foram mortos no tiroteio, bem como um membro das forças de segurança.

Durante o tiroteio, centenas de pessoas se dirigiram à casa em apoio à independência e atirando pedras nos soldados, segundo testemunhas.

"Foi caótico, seis manifestantes morreram sob as balas dos soldados", disse um policial que não quis se identificar.

2018 está sendo o ano mais violento na Caxemira indiana desde 2009, com cerca de 550 mortos, incluindo cerca de 150 civis, de acordo com um grupo local.

O apoio da população aos rebeldes foi acentuado desde a morte, em 2016, de um carismático comandante rebelde, Burhan Wani.

A Caxemira, uma região do Himalaia reivindicada pela Índia e pelo Paquistão desde o fim da colonização britânica em 1947, está de fato dividida entre as duas potências nucleares do sul da Ásia.

 

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