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EI sofre novo revés na Síria, expulso de um de seus últimos redutos

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Uma força síria liderada por combatentes curdos e apoiada pelos Estados Unidos expulsou nesta sexta-feira o grupo extremista Estado Islâmico (EI) de Hajin, principal localidade de seu último reduto no leste da Síria.

As Forças Democráticas Sírias (FDS), principal grupo de luta antijihadista na Síria, iniciaram em setembro uma ofensiva contra o reduto extremista na província de Deir Ezzor, perto da fronteira com o Iraque.

Nesta região, o EI controla apenas as localidades de Soussa e Al Shaafa.

Este é o último reduto do "califado" autoproclamado em 2014 pelo grupo extremista em faixas de território entre a Síria e o Iraque.

"Após uma semana de intensos combates e ataques aéreos, as FDS conseguiram expulsar o EI de Hajin", afirmou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma ONG que possui uma ampla rede de fontes locais.

A operação acabou durante a madrugada, explicou o diretor do OSDH, um dia após o deslocamento das FDS nesta localidade do Vale do Eufrates.

Os últimos combatentes do EI estavam confinados na quinta-feira em uma rede de túneis e nos limites de Hajin, que fica a 30 km da fronteira iraquiana.

Abdel Rahman afirmou que 17.000 combatentes das FDS estão envolvidos na ofensiva para expulsar o EI do reduto.

Desde o início da ofensiva, em 10 de setembro, neste feudo jihadista, mais de 500 combatentes das FDS morreram, contra 900 membros do EI, segundo o OSDH. Também faleceram quase 320 civis.

Além deste último reduto, os extremistas do EI permanecem em uma área do deserto sírio que vai do centro do país à província de Deir Ezzor, onde travam combates esporádicos com as forças do regime sírio.

O "califado" do EI, que teve o auge em 2014, foi reduzido de forma drástica após múltiplas ofensiva contra os extremista. Mas o grupo mantém uma grande capacidade de ataque, com atentados violentos em países da região e mais distantes.

A nova vitória das FDS acontece pouco depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter ameaçado na quarta-feira iniciar uma ofensiva na Síria contra as forças curdas, consideradas "terroristas" por Ancara.

A devastadora e complexa guerra na Síria, iniciada em março de 2011 com a brutal repressão de manifestações pró-democracia após a Primavera Árabe, deixou mais de 360.000 mortos e provocou o deslocamento de milhões de pessoas.

 

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