Jornal do Brasil

Internacional

Canadense detido em Pequim teria violado lei da ONGs, diz China

Jornal do Brasil

A China deu a entender, nesta quarta-feira (12), que o canadense detido em Pequim violou uma lei sobre as ONGs, porque a organização para a qual trabalhava não está registrada no país.

O ex-diplomata Michael Kovrig foi detido na segunda-feira à noite pelos serviços de segurança do Estado, informou o International Crisis Group (ICG), com sede em Bruxelas, para o qual trabalhava.

A detenção coincide com as ameaças de represália de Pequim ao Canadá pela prisão, nesse país, e a pedido dos Estados Unidos, de Meng Wanzhou, a diretora financeira da empresa de telecomunicações chinesa Huawei.

"Esta organização [ICG] não está legalmente registrada na China e não declarou suas atividades", disse o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores Lu Kang, em entrevista coletiva.

"Por conseguinte, se fazia atividades em território chinês, estava violando a lei", acrescentou.

Trata-se de uma lei adotada em 2016 pelo Parlamento chinês, a qual obriga as ONGs estrangeiras a declararem, previamente, suas atividades na China e a passarem por um complexo processo para se registrarem.

Eventualmente, os jornais oficiais chineses definem as ONGs estrangeiras como uma cobertura para espionagem.

Michael Kovrig é um especialista em nordeste asiático que foi diplomata em Pequim, Hong Kong e na ONU. Hoje, goza de licença não remunerada e não tem status diplomático, disse à AFP uma autoridade do governo canadense que pediu para não ser identificada.

Desde fevereiro de 2017 ele trabalha em tempo integral para o ICG.

 

jg-ehl/bar/pc/ra/tt