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Internacional

Japão indicia Ghosn por fraude fiscal e mostra nova suspeita

Executivo brasileiro pode ter cometido fraudes até 2018

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O Ministério Público do Japão formalizou nesta segunda-feira (10) a acusação contra o brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente do grupo Nissan-Renault-Mitsubishi, por burlar leis financeiras ao fazer declarações falsas nos relatórios da montadora.

Ghosn foi preso no dia 19 de novembro, em Tóquio, sob suspeita de ter omitido parte do seu salário nos relatórios financeiros da Nissan durante cinco anos, até 2014 - a estimativa é que ele tenha deixado de informar mais de US$ 44 milhões no período -. Porém, também hoje, os promotores japoneses apresentaram um novo mandado de prisão contra Ghosn, alegando que as violações financeiras podem ter ocorrido até 2018.

O americano Greg Kelly, diretor da Nissan que foi preso com Ghosn, também foi acusado pelos mesmos crimes.

Ghosn nasceu em 1954, em Porto Velho, em uma família de origem libanesa. Ele se formou na França em 1978 e iniciou sua carreira na Michelin. Depois, passou pela Renault e pela Nissan.