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'Coletes amarelos' devem precipitar desaceleração do PIB da França

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A economia da França vai crescer a um ritmo mais lento no quarto trimestre que o originalmente projetado em virtude dos violentos protestos em todo o país, que acrescentam pressão ao presidente Emmanuel Macron para entregar uma resposta firme em um pronunciamento à nação altamente aguardado na noite desta segunda-feira.

O crescimento declinante em indústrias cruciais, como varejo e transporte, complicará os esforços de Macron para reformar a economia, após quatro fins de semana consecutivos de protestos que desencadearam tumultos em Paris, em reação ao plano de aumentar a tributação sobre gasolina - agora revertido. O discurso televisionado de Macron para responder ao movimento - liderado pelos chamados "coletes amarelos", em uma alusão ao acessório que todo motorista na França deve levar em seu automóvel - será um momento-chave para salvaguardar a sua agenda.

O Produto Interno Bruto (PIB) francês crescerá 0,2% no quatro trimestre do ano em comparação ao período entre julho e setembro, de acordo com o levantamento mensal de novembro do Banco da França sobre a atividade empresarial. Na consulta de outubro, a projeção era de avanço de 0,4% nesse intervalo.

A desaceleração econômica está impactando restaurantes e o setor de transportes, particularmente o de automóveis, segundo o Banco da França. Os protestos dos coletes amarelos levaram muitas lojas e atrações turísticas no centro de Paris a fechar no último sábado, justo no auge da temporada de compras natalinas.

Naquele dia, cerca de 136 mil manifestantes foram às ruas, de acordo com autoridades. Entre eles, grupos mais exaltados encamparam batalhas com a polícia parisiense e de outras cidades grandes, quebrando vitrines de lojas e levando a uma fatura de 135 feridos e mais de mil detenções.

O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, alegou hoje que a violência derivada dos protestos reduziria o crescimento da economia francesa em 0,1 ponto porcentual. "Isso é menos prosperidade para o povo francês", ele disse a uma emissora de rádio. (Dow Jones Newswires)