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Internacional

Renúncias e demissões na era Trump

Afastamento no fim do mês do chefe de gabinete da Casa Branca engrossa a lista

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O afastamento no fim do mês do chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, anunciado no sábado (8), engrossa a lista de integrantes do círculo mais próximo do presidente Donald Trump a deixar o governo.

Desde que assumiu, em janeiro de 2017, vários colaboradores diretos de Trump renunciaram, ou foram demitidos do cargo. Os nomes vão do procurador-geral Jeff Sessions ao secretário de Imprensa Sean Spicer, passando pelo chefe de gabinete Reince Priebus.

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Donald Trump (Foto: SAUL LOEB / AFP)

Confira abaixo os principais funcionários do alto escalão que deixaram o governo:

Funcionário mais próximo do presidente, Kelly teria ajudado a restaurar um pouco de ordem na Casa Branca.

Mas, nesse processo, também sofreu o embate com membros do clã Trump.

O presidente chegou a dizer que o queria na equipe até a eleição de 2020, mas, no mês passado, ficaram visíveis vários sinais de que a relação entre ambos esfriou.

"Em algum ponto vai querer seguir adiante", Trump chegou a dizer.

Sessions foi o primeiro senador republicano a apoiar a candidatura de Trump em 2015. Depois da vitória em 2016, Trump o recompensou com o cargo de chefe do Departamento de Justiça.

A relação entre ambos azedou rapidamente depois que Sessions se afastou da investigação do procurador especial Robert Mueller sobre se a campanha de Trump fez um conluio com a Rússia para vencer a eleição presidencial.

Haley, que anunciou em outubro que deixará o governo no fim do ano, foi uma estrela do governo Trump.

Na cena internacional, tornou-se uma ardorosa defensora da política externa de Trump, usando uma linguaguem forte contra Coreia do Norte, Síria e Irã.

Haley não hesitava em dizer o que pensava, com frequência recorrendo a uma linguagem pouco diplomática, e conquistou a reputação de enfrentar Trump quando sentia ser justificado.

O mandato do diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Scott Pruitt, foi manchado por um escândalo, e Trump o demitiu em julho.

Ligado à indústria de combustíveis fósseis, Pruitt foi acusado de usar sua posição para favorecer sua própria família, violando a legislação.

Ex-CEO da Exxon, Rex Tillerson foi demitido por Trump em março, pondo fim a um mandato tumultuado como secretário de Estado.

Com frequência, Tillerson e Trump discordavam em matéria de política externa. Divergiram, em particular, sobre o acordo nuclear com o Irã, do qual Trump se retirou em maio.

Recentemente, Tillerson disse em público que Trump é indisciplinado, não gosta de ler os informes e, às vezes, pedia-lhe que fizesse coisas ilegais.

No Twitter, Trump respondeu que Tillerson é "burro como uma pedra".

O arquiteto da campanha nacionalista-populista de Trump e depois estrategista sênior na Casa Branca, Steve Bannon, foi apelidado de "homem sombra" do presidente.

Seu nacionalismo econômico se tornou o eixo das políticas de Trump.

Os constantes confrontos de Bannon com outros assessores ficaram insustentáveis, assim como seus vínculos com a extrema direita. Bannon deixou a Casa Branca em agosto de 2017.

Ex-presidente do banco de investimento Goldman Sachs, Gary Cohn renunciou em março como principal assessor econômico de Trump em protesto pela decisão do presidente de impor tarifas sobre as importações.

Michael Flynn, um general reformado, estava sendo investigado por seus contatos com a Rússia e se declarou culpado por mentir para o FBI (a Polícia Federal americana). Durou apenas 22 dias como conselheiro de Segurança Nacional. Foi substituído pelo também general HR McMaster, que durou apenas um ano no cargo.

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